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mesmo sítio de sempre.

mesmo sítio de sempre.

um brinde a 2014 e dois a 2015.

O ano dos Anos está a chegar ao fim.

Foi sem dúvida um ano de tudo. Foi o ano de mais acontecimentos, de mais emoções e de mais aprendizagens.

Tive um estágio que me levou ao limite do meu corpo e da minha mente. Descobri o pior e o lado mais real daquilo que estudo e desiludi-me profundamente ao ponto de já não querer isto para mim.

Tive momentos de aperto com a minha avó e com os meus pais e no fim o Universo acabou por ser justo connosco.

Vi o sonho dos meus pais crescer e estar mais perto de se realizar, e com esperança e toda a motivação que 2015 seja o ano deles.

Saiu o albúm da Capicua que (ainda) me enche o coração diariamente e sim (!) acho que isso é importante o suficiente para postá-lo aqui.

Tive uma semana fantástica no Algarve, com direito a tudo e essa foi talvez uma das semanas mais maravilhosas do meu ano.

Assisti no estádio do meu clube do coração ao jogo mais emocionante e marcante de sempre e orgulho-me tanto por isso. E assisti também aos 3 títulos conquistados por esse meu clube, e a uma final europeia emocionante. 

Vi o meu irmão a dar concertos pelo Brasil naquilo que ele gosta mais de fazer (tocar piano). E orgulhei-me pelo seu primeiro CD que acabou de sair.

Completei 18 anos da minha curta mas rica existência e brindei aos 25 anos de casamento dos meus pais.

Mantive as amizades que tenho e que quero manter até sempre e reatei uma, que sempre me fez muita falta, e ainda faz não fosse a distância uma barreira.

Desiludi-me e desiludi pessoas e desiludi-me a mim própria e perdi-me e reencontrei-me e também me reencontraram quando eu achava que não estava perdida; estava.

Cresci e vivi muito e sorri muito e também chorei muito de felicidade, de raiva, de desespero e de orgulho, daquele que me enche o coração e daquele que por vezes também se fere.

Vi sítios bonitos e conheci o lado mais belo da vida: o Amor.

Este foi o ano que eu mais amei e foi também aquele em que mais fui amada.

Descobri muito, da vida, do mundo, de mim e dos outros.

Este ano pûs fim a 3 anos de luta, sofrimento e de espera, porque esse homem por quem tanto desesperei acabou por abrir os braços para a vida e para mim. E depois vivi com ele uma história de amor, não a mais bonita de todas, mas a nossa.

Fui muito feliz este ano e sou muito feliz.

Talvez o ano não acabe da melhor maneira por ter o meu namorado doente no médico, mas também a maneira como ele começa e acaba não é o que o define mas sim todo o seu desenrolar.

O ano passado dei asas à tradição e fumei por completo o meu primeiro charuto da paz. E como resultou, este ano vou fazer o mesmo não vá a sorte desaparecer e pôr a culpa no charuto.

2014 foi um bom ano e apesar de tantos bons momentos espero que não deixe saudades, pois isso só significará que 2015 será melhor ainda.

Bom ano a todos! Cheio de paz e de amor e de saúde e de pessoas boas e de dinheiro também e sobretudo, um ano cheio de Vida!

Não se esqueçam das sultanas, eu cá prefiro o charuto e o champagne dispenso!

Natal

Divagando nas redes sociais li uma frase com sentido: "O Natal serve para estarmos com as pessoas que só estamos no Natal". E na verdade, isto faz sentido, pelo menos para mim.

Eu tenho uma família grande, com muuuitos tios e muuuitos primos diretos, ainda mais os que não são diretos mas são primos e tios nos seguintes graus geneológicos. Eu adoro o Natal, a magia, as luzes, os enfeitos, toda a sua preparação, os doces, o bacalhau, o cabrito, o peru idem-idem... E acho, como toda a gente, que para além de todo o sentido consumista o Natal é precisamente esse convívio e esse gosto por encher a mesa, a casa e os corações.

Contudo, a verdade é que sinto o Natal mais distante de mim a cada ano, não que goste menos, não. Mas simplesmente vamos crescendo e talvez o que dantes era WOW vai-se desvanecendo. Porque o Natal é bom, estamos com pessoas que não vemos durante o resto do ano, mas cada vez que passa mais uma consoada, no caminho da terra para casa, eu apercebo-me do motivo de só estar com eles quase de ano a ano. Não é da distância geográfica, não é da falta de tempo nem dos diferentes estilos de vida, é só porque... é só porque família é precisamente isso, e pelo menos no meu caso, não passa disso mesmo - família. Não há grande ligação para além do sangue e do sobrenome.

Adoro o Natal, mas Natal é isso mesmo, juntar-mos a árvore toda (impossível juntar toda, mas...) por uma vez. Mas a mesa de Natal não é a mais quente do ano, nem a mais mágica. 

Estes dois dias só me ensinam que de facto o ano está feito para que tenhamos oportunidade para estar com todos aqueles que, de uma forma ou de outra, estão ligados a nós.

E então o natal acaba por ser isso. Mas há dias maiores e em que sou mais feliz. 

o outro lado.

O outro lado das coisas assusta-me. A face oculta das pessoas, dos lugares, de tudo isto que nos redeia arrepia-me.

O desconhecido é um espaço infinito impossível de controlar, e tudo o que possa fugir ao meu ou ao controlo de outrem mete-me um medo absurdo.

Eu acredito que toda a gente tenha o seu lado escuro, o pior lado ou aquele que menos demonstram, a verdade, é que nós não conhecemos esse lado nem quando pensamos em nós próprios, como podemos saber até que ponto é que alguém pode ir?! Como posso eu dizer nunca a uma coisa?! O nunca é como o para sempre, um pau de dois bicos, porque o que agora pode parecer-nos óbvio amanhã quem sabe...

"Nunca digas desta água não beberei... porque um dia, no meio da caminhada podes vir a ter sede." - Vi esta frase hoje, e no meio de mais um par de conversas insólitas com um amigo apercebi-me que aquilo que eu não vejo é muito, mas muito superior a tudo aquilo que eu vejo ou possa vir um dia a ver, por mais anos que viva.

A mente humana assusta-me. As pessoas assustam-me. A internet assusta-me. Até a rua onde antes caminhava confiante me assusta. Até a noite que tanto prezo me assusta. Assusta-me aquilo que existe,  não é Deus que me assusta nem crença alguma. 

O que me assusta mesmo é a realidade que eu não conheço. Eu sei pouco mas acho que já sei demais.

Sempre me achei uma pessoa curiosa até um certo limite. Não me aventuro por caminhos cobertos de cacos de vidro. Não quero conhecer mais, não quero conhecer o outro lado de nada, e espero que nunca ninguém mo diga.

Não é que eu queira acreditar num mundo cor-de-rosa, não. Eu só não quero olhar para o lado mais negro dele que eu sei que existe. 

Há um ano atrás eu ouvi o que não queria e fiquei a saber mais do que - para meu próprio bem - queria. Hoje, precisamente um ano depois, sou abordada pelo mesmo assunto. É aqui que corto a minha veia de curiosa.

Juro que por vezes a ignorância é uma benção.

E a conversa acaba por aqui.

um ano de tudo.

2014 foi o ano das experiências e dos desafios. Foram talvez os 12 meses mais revigorantes da minha vida.

No meio desse mar de acontecimentos, criei e desfiz laços; provei o sabor da vitória e senti o peso da derrota; experienciei o mundo do trabalho e concluí que aquilo para o qual estudo à 3 anos não é para mim; desiludi-me e desiludi; fui a resolução de uns problemas mas também fui o centro de outros; aprendi a ser uma filha mais dedicada; defeni objetivos; cortei metas e abandonei corridas; vi maldade em olhos que me rodeiam diariamente; aprendi que as pessoas crescidas conseguem ser mais pequenos que nós; aprendi que o sentimento de impotência é destrutivo mas que na verdade nem tudo está nas minhas mãos...

Fiz tanto, mostrei tanto e ao mesmo tempo ficou tanto por fazer. Este ano entreguei-me à vida... E a um homem. E talvez tenha sido isso o que mais preencheu o meu ano.

O amor vai muito para além do que aquilo que se pode explicar, e essa percepção faz-me viver muito mais descansada. A mim, que perco sempre metade do tempo a explicar coisas, a procurar respostas para questões inquestionáveis.

Acabei por aprender que os príncipes encantados não existem. Mas existem homens fantásticos. Pelo menos um. Aprendi que a mudança é necessária para não cair na rotina. Aprendi que uma relação vai-se aperfeiçoando, e que conhecer profundamente a pessoa que temos ao lado leva tempo, muito tempo.

Aprendi sobretudo, a amar alguém incondicionalmente. Mas o melhor é que aprendi na responsabilidade que é ser o amor de uma pessoa.

No meio de todo este mar de acontecimentos e aprendizagens fui muito feliz (e sou!).

E quando a felicidade é tanta que tenho medo?! Sim. Parece que quanto mais feliz sou maior é a probabilidade também de acontecer algo que me roube esta felicidade. Este ano fui feliz assim. E parece que este é o único medo que eu sou capaz de carregar sem sentir peso nos ombros.

a razão desconhecida.

Sempre me achei uma pessoa compreensiva, passiva e tolerante. Julgar alguém está no fim da lista das coisas que eu por norma faço. Não é que compreenda sempre o que as pessoas fazem, mas sempre as aceitei tal como elas são, quer goste ou não delas. A base do julgamento não está na falta compreensão mas sim na não aceitação. 

Também sei que quanto mais as pessoas nos são próximas mais dificilmente compreendemos as ações que estas cometem quando fogem à norma. Eu nunca bebi na vida, como pediria ao meu namorado ou à minha mãe para me compreenderem se um dia aparecesse bêbeda em casa? Mais facilmente um colega compreendia, primeiro, porque não sendo a pessoa próxima para ela é indiferente que me embebede ou não, pois o problema não é dela, nem sequer há qualquer sentimento. Segundo, porque se a pessoa não me conhece bem não vai ser surpreendida com uma atitude completamente contrária àquilo que me carateriza.

A verdade é difícil de encarar, mas, de facto, as relações interpessoais são mais complicadas do que aparentam. Ser boa amiga é difícil. Ser boa namorada também. Ser boa filha também é difícil. E ser boa irmã igualmente.

Não é que o amor não chegue para todos, porque eu vivo para os outros e não encontrei ainda fim ao amor que sinto ter para dar. Mas o peso da responsabilidade de amar alguém não é leve, embora eu considere que nem todos tenham essa noção.

Quando digo que ser amigo, namorada, filha e irmã é difícil não digo para me vitimizar pois dou graças a Deus por ser tudo isto e tenho o maior orgulho, contudo, as pessoas que eu amo são a parte mais importante de mim, e quando se trata delas eu não facilito, para mim o assunto é sério. É para dar tudo. E dar tudo nem sempre é fácil.

Porquê?! A conversa pode recuar...

Porque eu sinto que quanto mais as pessoas são próximas de mim, mais dificilmente compreendo certas atitudes não recorrentes. E nem sempre sei lidar com isso. Aliás, eu nem sempre me sei conter quando a cabeça me arde. Nem sempre me sei calar, nem sempre sei acabar quando começo, e nestas alturas na maioria das vezes não começo bem.

Isto só vem reforçar a minha teoria de que o ser humano não é feito para ter muitos amigos. É impossível ser-se bom amigo de muita gente. Porque as pessoas que gostamos nos tiram tempo, tempo que muitas vezes nem temos. Acabaríamos por deixar sempre alguém para trás. Por isso é que eu não tenho muitos amigos. Sou de poucos mas inteira.

Espero que com o tempo acabe por compreender certas ações de pessoas que hoje não consigo entender. Mesmo que essas ações morem para lá da moral e da ética. Ou então, talvez aprenda com o tempo que realmente há coisas incompreensíveis. Mas porquê, se até aqui acreditei que tudo tem uma razão? 

 

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