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mesmo sítio de sempre.

mesmo sítio de sempre.

SerHumano

Ainda meio comovida com o "American Sniper" que acabei de ver no cinema, deixo-vos um vídeo que demonstra a grandeza de certas pessoas.

O "SerHumano - Hip-Hop por uma causa" foi um projeto que começou há uns anos atrás para ajudar o filho de um grande MC português ( o Fuse), onde pessoas enormes criaram concertos e várias coisas para angariar fundos para os tratamentos do Gaspar (o filho do Fuse!).

Tive a oportunidade fantástica de comprar a minha t-shirt'zinha do Ser Humano e meter-me no comboio rumo ao Porto para assistir a um desses grandes concertos no Hard Club.

Felizmente, eles continuaram a lutar para ajudar mais pessoas, e chegaram até à Inês. Neste vídeo está todo o trabalho fantástico que só grandes pessoas conseguem fazer!

Para quem diz mal do Hip-Hop não conhece. Há pessoas más ao virar de cada esquina, não é gostar de hip-hop nem ser rapper que aumenta a possibilidade de alguém ser marginal.

O hip-hop também salva vidas.

Eu já tenho o meu cd.

 

hipocondria #1

Há mais ou menos um mês apareceu-me um inchaço num dos dedos da mão direita e, a acrescentar a isso, há também várias zonas dessa mesma mão que ficam negras, não sei porquê.

Não tenho dor alguma, nem me parece ser infeção pois não vejo nenhuma ferida nem absolutamente nada. E, como nunca me doeu deixei andar... 

Já fui ao hospital e marcaram-me uma consulta na especialidade para segunda-feira.

Não faço ideia do que é ou possa ser, mas o que mais detesto é que as pessoas sabem como eu sou e ainda conseguem alarmar-me mais.

Uma pessoa hipocondríaca como eu, fica em estado de alarme com isto e é incrível como quase todas as pessoas à minha volta conseguem fazer tudo menos descansar-me.

Eu contei a algumas pessoas, outras souberam por terceiros, toda a gente vem ter comigo porque quer ver e todos dizem o mesmo: "Aii que estranho!!", "Não te dói? Credo, não sei se isso é bom ou mau.", "Ui isso 'tá feio, vai masé ver disso!", "Olha que isso é muito estranho, não sei do que possa ser, mas pode ser grave." etc. etc. etc.

Tenho de agradecer à maioria das pessoas por cultivarem ainda mais a minha hipocondria. É que não entendem.

Que isto sim, é algo que me tira o sono e em vez de me dizerem "Isso não é nada!" teimam em fazer má cara. Gostava que acreditassem que realmente não é nada e ainda que não acreditassem, pelo menos, me tranquilizassem.

Até agora, eu posso contar pelos dedos de uma mão ( e ainda sobra ) as pessoas que o conseguiram fazer. Não é desvalorizar aquilo que tenho e que é visível, mas sim desvalorizar aquilo que eu acredito que possa ter.

Só gostava que me ajudassem a tranquilizar-me porque eu não sei fazê-lo sozinha. E mesmo que eu hoje tenha todos os sintomas do mundo e que esses sintomas, amanhã, venham a revelar realmente uma doença, só queria que me fizessem acreditar que hoje não tenho nada. Porque ao menos, até ao dia de me cair a ficha, eu conseguirei dormir. 

Eu odeio pessoas dramáticas, talvez porque eu já o seja em demasia (no que toca a mim).

Quanto a mim, não esperem que chore convosco quando acharem terem uma doença, ou mesmo quando a tiverem. Porque isso não vai acontecer. Chorar eu choro sozinha, mas nos momentos difíceis terei sempre o maior sorriso para oferecer e segurança no conforto que ofereço, como ainda há um mês atrás tive de fazer.

Só queria esperar o mesmo do mundo. Do que me rodeia.

Obrigada à minha família e ao meu amor por me manterem sempre a sorrir. 

inspiração #1

No que diz respeito a videoclipes de músicas, posso-vos dizer que sou a pessoa mais crítica que conheço. Raramente gosto de algum videoclipe, e ainda mais raramente existe um que me surpreenda.

Por norma, tenho sempre receio que os meus artistas favoritos lancem vídeos porque geralmente desiludem-me, como foi o caso do "Sereia Louca" da Capicua.

Contudo, não sendo a Sia das minhas artistas favoritas (nem lá perto disso), achei este vídeo simplesmente incrível. O melhor dos últimos tempos, e talvez o melhor que já vi.

Tem tudo aquilo que eu pretendo ver quando vou ao encontro do vídeo de uma música. A música, a letra está exposta em cada passo, e o vídeo retrata precisamente o sentimento que a música pretende passar.

É incrível como duas pessoas e apenas um cenário protagonizam um momento tão profundo.

Esta música e este vídeo têm alma. Puro sentimento. E isso meus amigos, é raro nos dias de hoje. 

Desfrutem!

 

sorte??

Estava eu a escrever um post já bem encaminhada sobre a minha falta de sorte nas últimas duas semanas. Nisto, clico numa tecla qualquer aqui no telemóvel e simplesmente consegui apagar tudo sem deixar rasto de nada. Talvez eu até mereça tudo isto mas já chega. Estou triste. Só me apetece parar.

fragmentos.

Apesar de durante toda esta semana o mundo ter decidido cair-me em cima, e de eu, em alguns momentos ter ajudado a isso, durante estes dias tentei sobretudo controlar-me e e trabalhar na estabilidade. E então, apesar dos dias terem sido difíceis e desgastantes a todos os níveis e de não ter havido uma noite em que realmente tivesse dormido bem, eu tratava sempre de no dia seguinte sair de casa com um sorriso e continuar com a boa disposição que por norma me carateriza. Superei-me. Superei-me na medida em que consegui fazer tudo isso embora as coisas não me andem a correr bem, apesar disso eu tive sempre aquele sorriso para gerar o bom ambiente, tive sempre aquela piada para animar quem me rodeia, tive sempre aquela palavra para reconfortar quem me procurou e tive sempre cabeça fria na hora de decidir.

E mesmo com esse esforço as coisas pareciam continuar a não correr bem. Mas eu mantive, até hoje.

O pior de deixar o saco encher é que na hora de explodir, a área de fração é muito maior. E neste momento, sinto-me sozinha, a levar com todos os fragmentos após a explosão da granada.

Eu não faço ideia de quem a lançou, talvez a vida, apenas. Mas se foi a vida que a lançou, então que seja ela a limpar todo o lixo que espalhou pelo chão. E que me traga um dia em que possa descansar, um dia em que possa aproveitar, um dia que possa estar com quem gosto sem ter de explodir nada. 

Fiquei a semana inteira à espera pelo dia de hoje, e agora que ele está finalmente destruído, não vejo nem desejo o dia de amanhã. Porque o resto dos dias, por enquanto, vão ser só colones dos dias todos desta semana. Mas hoje não era. E todos estes fragmentos que ainda me estão espetados, vão continuar a sangrar por tempo indeterminado, até a vida, ou até ele decidir que há mais dias para realizar os planos que hoje deram errado. E esses dias somos nós que escolhemos. Não eu só, mas nós. 

19!

Ontem dia 19, completei 19 anos da minha curta mas rica existência.

É incrível ver os anos a passar e a vida a mudar com eles... O ano passado o meu dia de anos foi totalmente diferente de ontem. Não digo que tenha mudado para melhor ou para pior, mas foi diferente, e essa diferença, ontem, encheu-me o coração.

Ontem não fui às aulas, preferi passar o meu dia a fazer algo que me dá prazer, em vez de estar fechada na escola o dia inteiro, com pessoas que nem gosto.

Fui almoçar com o meu namorado e passei a tarde toda com ele aqui em casa. O final do dia foi fantástico, com um jantar num restaurante muito bom em Lisboa, numa mesa em que, finalmente houve lugar para 8.

Os 19 anos são bem-vindos e Deus queira que tenha uma vida inteira de conquistas e felicidade à minha frente, como tive até aqui.

Não recebi muitos presentes, mas recebi bons presentes e o meu favorito este ano, foi sem dúvida o peixe que o meu amor me ofereceu. Desde o Verão que ando a dizer que quero um peixe e finalmente já posso dizer que tenho mais uma coisa para me prender o olhar! 

Sempre adorei apreciar a vida dos seres vivos, seja de um cão, de um hamster ou de um peixe! E os peixes têm uma memória apenas de 2 segundos, o que me faz pensar que a sua vida deve ser muito feliz e descontraída. 

Mas será que dois segundos para nós significam o mesmo que para um peixe?

 

stay strong

O tempo divide-se, o espaço também, mas nós nunca. Talvez não hoje, mas um dia conjugaremos o tempo, o espaço e o "nós". Sem lugar para os outros, só por um bocadinho.

Eu sei que é quando o ar te falta que mais precisas de auxílio e eu prometo que serei sempre a tua fonte infindável de oxigénio. Podes confiar. 

E sei que não é como dizes, eu sei que não sou a única a fazer-te feliz, mas sei que sou a única a saber como te fazer feliz e isso é talvez o maior trunfo.

Só gostava de poder saltar para fora, ou então enfrentar isto por ti. Estar ao teu lado para que eu tenha tempo de te reanimar quando a força e os sentidos te faltarem.

Como eu gostava que a tua e a minha vida dependesse de nós.

Eusébio, 1 ano.

Foi precisamente há um ano atrás que assisti a um dos melhores momentos da minha vida.

Sim, foi num estádio de futebol, num jogo mais precisamente, mas não foi só um jogo...

Há um ano, o Benfica e Portugal, perderam um dos maiores ícones do futebol e acho que durante todo este ano o SLB mostrou da melhor maneira o apreço por esse grande génio do futebol.

Fui à pressa comprar um dos últimos bilhetes que havia e larguei 35€ para ver o melhor jogo de sempre. Pode não ter sido uma final europeia, nem a final de um mundial de seleções, mas foi sem dúvida um jogo sem igual.

Aliás, não foi só um jogo, foi uma cerimónia, uma homenagem... e eu estive lá.

Estava um dia muito frio e chuvoso de mês de janeiro e eu cheguei ao estádio cedo para evitar a maior confusão e não perder nada. Vi a claque do Porto a chegar, estava relativamente próxima e foi quando eles chegaram, a correr e a gritar que comecei a sentir os nervos. Eram poucos mas faziam barulho. Mas só no início.

Antes do jogo começar, levantámos os papéis, de um lado vermelhos, simbolizando a cor e a vida do Benfica, do outro lado o preto do luto. Cantou-se o hino com mais emoção do que o normal, sentiu-se aquele momento mais do que o normal e durante o minuto de silêncio todos cumpriram, embora haja quem diga que a claque dos dragões não cumpriu é mentira. Eles cumpriram sim, ouvia-se no máximo meia dúzia de assobios, mas no geral eles respeitaram e devemos também agradecer por isso.

Quando as equipas entraram e decorreu a cerimónia confesso que não vi grande coisa porque fiquei precisamente por baixo das faixas gigantes que cobriram uma parte das bancadas. 

Depois de tudo isso reparei que todos os jogadores tinham escrito "Eusébio" na camisola. Certamente todos eles guardaram esse camisola. 

Ganhámos 2-0 contra os nossos maiores rivais, num jogo que não foi só um jogo. Foi emocionante. 

Era como, no meio daquela tristeza de ter perdido o Eusébio, todos nós depositássemos a esperança de vencer o jogo, na semana em que ele partiu, nos jogadores atuais. E vencemos. E isso foi lindo.

Inesquecível. Para todos. Eu sei que não foi só um jogo, todos sabemos.

Descansa em Paz!*

silêncio.

Não nego a dificuldade que sinto em manter-me firme no meio dum mundo completamente contrário à realidade onde vivo.

"O que se passa contigo?"- perguntam-me todos os dias. Não respondo a quem ajuda a lançar baldes de areia para os meus pés para impedir que estes se movam. Mesmo que essas perguntas venham dos mais velhos, que sim, têm no feito, apercebendo-se ou não.

As pessoas julgam que me conhecem, mas não. Não sou metade do que mostro ser e o que não mostro ser acabou oprimido pelo que me obrigam a ser. Odeio ser assim. Odeio que me obriguem a ser arrogante, odeio que me obriguem a não sorrir quando eu sou uma das pessoas mais alegres que conheço. Odeio levantar a cabeça como se conseguisse carregar o mundo às costas - não consigo. Odeio que não me deixem Ser, o melhor de mim que acaba no fim da lista das formas como eu posso ser perante aquela selva de pessoas oportunistas, falsas e hipócritas. 

No meio de tanta coisa que detesto, o que odeio mais é ter de silenciar a minha voz. Mas a vida, de uma forma ou de outra, vai-me ensinando que à coisas que não valem mesmo a pena.

Como a capi diz: "Pior do que o meu canto há-de ser o meu silêncio."

E hoje eu tenho gritos mudos para quem um dia disse que eu devia era calar-me e pôr-me no meu lugar. Não dá para lutar pela justiça se quem está a cima acha-a inconveniente.

"O que se passa contigo?"

Tudo. Esse tudo que se converteu em silêncio e que faz dele nada.

Espero que ensurdeçam nesse silêncio.

 

será que sentes?

No mesmo sítio de sempre. Há mesma hora de sempre. No mesmo dia de sempre.

Apago um cigarro que arde na boca do meu melhor amigo há espera que o fumo não o faça esquecer.

Passámos a vida juntos, pelo menos aquela que faz falta recordar.

Assisto em silêncio à sua e a à minha mudança. Ele conhece o meu silêncio de cor.

Não sei o que custa mais. Engolir um passado que faz o peito doer de saudade, ou aceitar o presente sem perspetiva de por cá ficar. Não os julgo, mas sinto-me na linha da frente a assistir à partida dos meus melhores amigos. Um por um. E isso custa.

Uns vão embarcados em desânimo ou numa nova esperança que uma vida melhor os espera, lá fora.

Outros já foram, e no lugar de saudade deixaram um manto de desilusão que a mim me deixou descalça perante um trilho de cacos de vidro.

Não é a partida deles que me preocupa mais, é a minha permanência aqui. Talvez um bocado egoísta de dizer, mas como não o ser?

Se fico feliz por eles?! Como posso ficar?! Sei que na sua generalidade eles também não querem ir mas.. o meu país obrigou-os a isso. E isso é triste.

No mesmo sítio de sempre. Há mesmo hora de sempre. No mesmo dia de sempre.

Acendo um cigarro que arde na boca do meu melhor amigo há espero que o fumo o faça conter.

Passámos a vida juntos, em tempos ocupamos um banco de seis, e hoje.. hoje só estamos nós.

Os outros já foram.

Sei que vou assistir em silêncio à sua partida também. E isso custa a engolir. Será que sentes?

Eu vou ficar aqui.

No mesmo sítio de sempre. Há espera que os dias e as horas ganhem novas formas de ser.

Ainda vou estar quando voltares. Quando voltarem. Eu sei que sentes.

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