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mesmo sítio de sempre.

mesmo sítio de sempre.

1.

Os dias deram a volta aos meses e chegámos até onde começámos. Há um ano atrás parecia-me ser sonho. Um ano depois, ainda há vezes em que me parece ser, pelo que és e me dás.

Acho que nunca fomos um só, mas sabemos ser-nos. E eu gosto tanto de ser como gosto que sejas, e é aí que digo ser-te e que tu dizes ser-me. Não quero que sejamos um só, mas quero ser, contigo, enquanto és.

Há um ano que o sol brilha. Fazes-me mais feliz do que eu pensei que fosse possível ser. 

Amo-te como no primeiro dia. E é bom ver que neste processo longo de conhecer profundamente alguém, não me desiludi.

Também sinto que me amas de cada vez que me abraças.

Há um ano começámos a namorar. Não é muito para quem deseja passar a vida a teu lado.

 

 

pressão.

Tenho tantas coisas para fazer, mas os meus pais e os meus irmãos não param de me pressionar em relação à universidade.

Com o curso decidido, tenho um longo e duro trabalho pela frente até ao início de julho. Não estou arrependida da minha escolha, mas os cursos profissionais são profundamente injustos para quem, chegado ao 12ºano decide prosseguir estudos.

Tive num curso humanístico e fiz o meu primeiro 10º ano em humanidades, curso que abandonei para ir estudar cozinha a 60km de casa. Desiludida com este meio, e com a cabeça cheia de sonhos e gostos e ambição por fazer coisas e coisas diferentes, facilmente aceitei a ideia de que, se isto não é para mim (para o meu perfil pessoal), alguma coisa será.

A minha vida é então resumida à busca por aquilo que realmente quero, que realmente ainda não descobri. Nunca escondi a ninguém que, não me importo de fazer escolhas erradas 100 vezes, porque na verdade só depois de as fazer é que concluo se são erradas ou não, além disso, quanto mais planos furados me saírem, menos planos existem para chegar por fim ao "certo". Talvez um dia encontre aquilo que me faz feliz fazer, não que eu não saiba as coisas que mais gosto, mas elas não me vão pagar as contas, à partida.

Com a cozinha riscada da lista, só me restou procurar um curso superior que me diga alguma coisa. Foi aí que cheguei ao Direito, com ajuda do meu namorado que estuda nesse curso, e dos meus pais e irmãos que apoiam qualquer decisão, sem tempo para ouvir as opiniões dos outros, permiti que eles as dessem, mas na realidade nunca as ouvi.

Decidido o curso só me restou começar a luta e ela já começou à muito. Estudo numa escola profissional onde a exigência é menor do que num curso profissional de uma normal escola secundária. 

Como frequentei os dois posso dizer que, quem diz que os cursos humanísticos são mais difíceis está certo, mas não dão nem metade do trabalho que um profissional dá.

Posso dizer que os testes são mais difíceis, mas eles não têm uma PAP (que me está a dar uma carga de trabalhos e dores de cabeça) para fazer durante o ano inteiro com prazos curtos a cumprir, não têm 2 estágios para fazer, quanto aos testes e trabalhos nós também os fazemos e não temos tardes livres para estudar. Pois. 5 dias por semana das 9h às 18h, quando andei em humanidades tinha 3 tardes lives (no 10º ano, no 12º tem-se 5), aqui sei muito pouco o que isso é.

Até aqui tudo bem, o problema é que quando um aluno de um curso profissional quer entrar na universidade vê-se grego para isso. Tenho de fazer exames, mas pior que isso, pelo que ouvi... o meu trabalho árduo nestes 3 anos não conta absolutamente... para nada. 

Bem, tenho de fazer os exames, e neste campo a tarefa é muito mais complicada porque sendo o nível de exigência 100x inferior a um curso humanístico, vou 100x menos bem preparada que um aluno do regular.

Já ando a ter explicações de filosofia porque tenho de fazer exame a isso e não tenho a disciplina na escola. 

E pensava que dava para entrar na clássica com Filosofia e Português mas acabei de descobrir que não.

Em Lisboa (pública) resta-me a Nova, que eu sempre quis evitar. A pressão incide em estudar para entrar na Nova (coisa que não quero), se não terei de ir para uma privada (onde está o meu namorado).

Já assisti a aulas na dele e gostei muito. 

Para além da Nova ter uma maior média de entrada (no meu caso será só o exame que conta), e eu nunca ter gostado muito dela pelo que oiço, eu não acredito que me aguentasse nem 1 semestre lá. Se eu não tou habituada a qualquer tipo de exigências, como me aguentaria numa das universidades mais exigentes do país?! Tendo consciência das minhas capacidades e limites, não acredito que me saísse nada bem. 

Help!

sábados felizes.

Hoje, eu o meu namorado e mais uns amigos fizemos uma futebolada. Já não me lembrava do que era correr com algum objetivo sem ser o de apanhar um comboio. Foi divertido, diverti-me imenso.

Estava um vento impossível mas jogámos a tarde inteira e ainda corri um bom bocado, devo ter queimado umas quantas calorias. No final do jogo fomos comer um g'anda hamburguer. Ele diz que eu não posso emagrecer mais. Foi para compensar. 

Síndroma pós-casa.

O meu problema é sempre o mesmo. Voltar.

Voltar para aquela escola, para aquelas pessoas, para aquela cidade a 60km da minha.

Isto nem sempre foi assim, a verdade é que eu d'antes sentia aquela boa sensação de voltar à escola, mas desde o ano passado que as coisas mudaram totalmente.

Voltar é terrível, quer as férias tenham sido 3 meses, 3 semanas ou somente 3 dias.

Amanhã estou de volta. Só queria ficar em casa a jogar ou partilhar momentos com o meu amor. 

pretos.

Não percebo o porquê da polémica que esta palavra suscita.

O que é facto é que vivemos ainda numa sociedade fechada em que tudo e qualquer palavra ou ato sem valor discriminativo, é racismo. O racismo já era um problema, e neste momento para além do racismo existe a consequência de banalizar o racismo, que também se vai tornando um problema cada vez maior.

Sinceramente, eu não tenho problema algum em dizer "Ah, aquele preto?", "Oh preto, anda cá!" (para um amigo).

A verdade é que cada vez que profiro a palavra "preto" sou inundada com uns quantos olhares repugnantes, enquanto oiço alguém dizer "ganda lixada.".  

Eu racista?! Desenganem-se.

Cresci numa escola aqui da zona, uma escola onde andavam (e andam) muitos pretos, miúdos e adolescentes do 1º ao 9º ano devido ao facto de ser perto d'um bairro social. Tive muitos amigos pretos e ainda guardo alguns comigo.

O meu pai nasceu em Angola e os meus avós passaram lá metade da vida, voltando quando se deu a guerra. Eles ainda convivem com amigos que por lá fizeram.

Ignorar as raças é que é descriminação, porque quem ignora os outros acha-se superior em algum aspeto. Eu ao invés das ignorar, aceito-as, por isso não peco em dizer as coisas como elas são.

Acho que todos alimentam o racismo, brancos e pretos, amarelos e castanhos.

Uma vez ia no autocarro (no mesmo que vai precisamente para esse bairro) e uma senhora preta entrou no autocarro e passou o pass, tudo bem. Mais à frente entram 2 revisores que pedem o bilhete/pass a todas as pessoas do autocarro. Essa senhora estava a utilizar um pass que não era dela, então os senhores expulsaram-na do autocarro mas nem tiveram a maldade de a multar. A dita senhora fez um escadeche autêntico porque aquilo que estavam a fazer era racismo, vou proferir as suas palavras: "Vocês brancos, são uma merda. Por isso é que este país é uma merda e está onde está. Isto é racismo, toda a gente está a ver, é racismo,se fosse um branco não expulsavam. Racistas, racistas!" (disse isto aos berros).

Isto é pura ignorância. E não é por ser preta que é mais ignorante ou não. Simplesmente é ignorância ao mais alto nível. Mas é racismo porquê?! 

Dá ideia que muita gente tenta encobrir a porcaria que faz com o "racismo". Racismo seria se não a tivessem deixado entrar no autocarro porque é preta. Racismo seria se a expulsassem sem razão, mas tiveram razão e até tiveram a bondade de não a multar.

Eu acho que as pessoas, brancos e pretos acham que TUDO é racismo, mas só pessoas preconceituosas conseguem pensar assim. Porque eu, não considero um ato racista chamar preto a alguém que o é, pois nunca substimei a proviniência deles.

Tenho uma rapariga na minha turma, preta que se ofende quando eu lhe chamo preta, então já me disse umas vezes: "Não me chames preta, isso é racista! Prefiro que me chames black." Ah ok, desculpa de facto nunca tinha pensado na importância dessa grande diferença.

O que eu acho, é que o racismo vai sempre existir, o etnocentrismo vai sempre existir, mas um dos grandes problemas que se gera é a banalização desse problema. E a solução disso passa pelos pretos se valorizarem mais a eles próprios, porque só quem não se auto-valoriza é que em qualquer circunstância acha que os outros estão a rebaixá-los.

E os brancos, deixarem-se de tretas e verem as pessoas como pessoas e não se escandalizarem quando alguém chama preto a alguém, porque só quem diz isso como ofensa é que acha que os outros o dizem por ofensa.

Parem de tratar esta palavra como tabu quando devia de ser algo absolutamente normal.

E não é racismo quando digo que há um preto que não gosto. Porque não haveria linhas suficientes numa folha para dizer os brancos de quem não gosto. Também há brancos de quem eu gosto muito. E pretos também. 

Os touros é que se deviam sentir descriminados.

o ridículo do futebol.

Bem, antes de mais confesso que quanto ao futebol gosto sempre de dar a minha opinião embora seja um assunto muito badalado.

Desde cedo que fui habituada a ver futebol, quanto a isso vivo numa família tipicamente portuguesa, onde um jogo de futebol é capaz de encher uma casa e uma mesa. Não apoio quem critica as pessoas que vivem o futebol, porque ao menos não é uma arena onde se assiste à humilhação de torturar um animal (e bate-se palmas a isso). E atenção, não critico quem vive essa tradição mas não deixo de a achar antiética.

Todas as tradições e ideias precisam de ser apoiadas e vividas para que se mantenham ao longo dos séculos. Umas mantêm-se, outras simplesmente deixam de fazer sentido. 

No século passado e até à dois séculos atrás o símbolo de beleza da mulher era a gordura. Hoje em dia o excesso de gordura é quase o que rotula uma mulher de feia. Aliás, nas agência de modelos só há espaço para esqueletos andantes.

Há coisas que mudam (não digo para a melhor), outras que se prelongam e cedem a fatores externos que os tornam em algo para além daquilo que realmente são. E é aqui que entra o futebol.

Um dos maiores problemas em torno do futebol é que o mundo quer fazer dele mais do que um simples desporto.

Futebol, onde duas equipas de 11 jogadores defendem e atacam com o objetivo principal de inserir a bola na baliza que leverá à vantagem numérica da sua equipa e por fim à vitória.

Futebol, onde cada pessoa individual escolhe torcer por uma equipa, alegrando-se com as suas conquistas e "sofrendo" com as suas derrotas.

Futebol, um desporto competitivo, muito físico, técnico e tático onde os jogadores demonstram o seu potencial e ambição jogando em prol da equipa.

Futebol, um desporto emotivo, que deixa corações aos saltos, a incredibilidade de experimentar enúmeras sensações durante apenas 90 minutos. Euforia, esperança, nervosismo, desilusão, tristeza, expetativa etc etc.

Tudo o que se tem vindo a gerar em torno dele está a fazer com que o futebol perca a sua essência desportiva para passar a ser uma máquina que um dia, ainda fará dele não um desporto, mas uma simulação de desporto.

Sou benfiquista de corpo, alma e coração, capaz de sofrer pelo meu clube mas daí a matar adeptos de outros clubes, chamar-lhes nomes, incendiar estádios, cortar-relações com alguém?! Isso chamem-lhe o que quiserem mas não é desporto e o que mais assusta, é que tudo isso apesar de não ser desporto faz parte do futebol. 

Gosto de ver futebol, em tempos acompanhei o campeonato inglês, espanhol, italiano e alemão (e o nosso obviamente), coisa que atualmente não faço por falta de tempo. Apenas o português e o espanhol, de resto só vejo os grandes jogos.

Gosto de ver como se vive o futebol no mundo, e cheguei a ver jogos do campeonato brasileiro, argentino, mexicano, russo, árabe e grego. 

Mas sinto que tenho estado a assistir à degradação de um desporto que um dia foi muito bonito.

O futebol está a tornar-se uma guerra e isso é terrivelmente feio. Porque é inútil. Nunca haverá consenso.

Qual a melhor equipa?! Quem é que faz a definição de "melhor equipa" e até que ponto ela é válida?
"O clube X fez um jogo mau, para o empate." Mas quem é que define o que é um jogo bom e até que ponto isso é válido?

"Odeio o clube X por causa dos adeptos." E que clube é responsável pelos atos dos adeptos? 

Um estúpido qualquer decide mandar um very light e um adepto sportinguista morre e agora eu sou "nojenta" ou o benfica é "nojento" porque um bando de marginais decidem cometer um crime?

Outro bando de marginais decide incendiar o estádio do meu clube, e agora eu vou passar a odiá-los a todos porque apoiam o mesmo clube.

Eu apoio o Benfica não apoio clubismos até este ponto, muito menos crimes.

O futebol não passa de um desporto, e os clubes que apoiamos não passam de preferências pessoais. Por favor, não o queiram fazer mais do que o que ele é, porque ao fazerem isso estão precisamente a retirar-lhe todo o valor que ele tem, ou um dia teve.

Adoro futebol mas está a tornar-se ridículo.

Dia dos namorados?!

Ao longo da minha existência sempre ouvi muita gente falar mal do dia dos namorados.

- "Dia dos namorados?? O amor demonstra-se e deve celebrar-se todos os dias, bitch pleeeeease..."

Eu concordo maaaaaaaaaaaaaaaaaaas epá, eu também vejo palhaços todos os dias, ainda assim há um dia em que estes se celembram (?), que só por acaso este ano calha no mesmo dia do que os namorados.

Não tenho paciência para quem reprova dias consumistas de forma exagerada e extremista. Sinceramente eu até acho piada ao conceito do dia em si. 

É óbvio que o amor se deve demonstrar em cada passo, em cada dia e em cada momento mas porque não existir um dia no ano em que o amor se celebre de maneira diferente?!

Não é meu caso sinceramente, mas muitas pessoas não têm oportunidade para irem a certos sítios, ou partilhar certos momentos com as suas caras-metades sempre, e este dia é uma oportunidade para o fazerem. 

Por exemplo, irem a um restaurante melhorzinho, passar um fim-de-semana fora, passear a um sítio bonito, enfim fazer um programa diferente do habitual. Porque a verdade é que a maioria das pessoas, está sempre há espera da altura ideal para ir a algum lado ou a fazer alguma coisa.

"Aiii, temos de esperar que fique bom tempo para irmos aqui."; "Aiiiiiiii isto agora não dá, 'tá muito caro, deixa os preços baixarem."; "Queria tanto preparar um jantar romântico mas estou tão cansada/o";

Tudo isto acaba por ser desculpas para não se fazer algo, ainda que os motivos existam, porquê deixar as coisas para mais tarde?!

E é por isto que eu vejo este dia como uma oportunidade para fazerem alguma coisa, dinamizarem a relação para os casais mais monótonos, ou mesmo para os outros que infelizmente não têm tempo suficiente para estar com a pessoa de quem gostam.

Este dia é destinado ao amor, está no calendário de todos os anos, carimbado, planeado até. Portanto, certamente as pessoas já contam com ele e em fazer algo que fuja à norma (nem que seja um jantar romântico com rosinhas e à luz das velas). 

É claro que é um dia consumista e não repugno os dias consumistas, eles têm de existir. Mas para além disso, é uma celebração do amor, onde não existem desculpas para não surpreenderem o/a vosso/a amado/a. Nem que seja com um bombons em forma de coração (eu acho isto fofinho, sou mesmo gaja!), uma rosa, um jantar, um peluche daqueles grandes e lindos com uma mensagem fofinha tipo "Amo-te muito" (aiiiii, quero!), uma moldura com uma foto vossa, um vídeo com algumas imagens/momentos vossos, ou WTV, dêem asas à vossa imaginação!

Eu já tenho o meu presente planeado só me falta prepará-lo e será o primeiro ano da minha vida que me encontro comprometida no dia 14.Fevereiro (uaaaaaaau!).

As pessoas deviam parar de criticar e deixar os outros serem felizes pois devia era haver mais dias destes, amor nunca é demais. Dizem que onde há guerra não há espaço para o amor. O amor é que não deixa espaço para guerras. Ou alguém tem dúvidas?!

homens. #1

Por mais que digam que as mulheres são um ser genuinamente complicado e difícil de se lidar, ninguém pode negar que os homens também o são. 

Desde que comecei a namorar e a partilhar tudo com alguém, comecei também a reparar melhor nos comportamentos dos homens, nos do meu pai, dos meus irmãos e dos meus amigos mais próximos. 

Apercebi-me que aquela célebre expressão "Os homens são todos iguais." não é verdade, mas em certos aspetos faz todo o sentido.

Uma das pessoas em quem mais confio é namorada de um também amigo meu. Metade do tempo que passamos é a falar de homens e a outra metade é coisas de mulheres.

Aos poucos vamos-nos apercebendo que por vezes ficamos magoadas com eles, mas a verdade é que há coisas que eles fazem que lhe está nos genes e só com muuito esforço é que se controlariam.

A primeira coisa em que reparámos, é que os homens detestam raparigas melodramáticas. Isto porque, o meu namorado não gosta que eu faça filmes, fica irritado com isso. E a última grande discussão dos meus pais foi precisamente porque o meu pai diz que a minha mãe às vezes é super dramática. E a R. também é bastante dramática. 

Isto não quer dizer que em algumas situações os homens também não o sejam (porque uui se são, senhores!) mas as mulheres têm uma sensibilidade que os homens não têm para lidar com isso. E nós às vezes também abusamos, diga-se de passagem.

Mas a verdade, é que não vale a pena ficarmos ainda pior por eles não serem queridos e meigos nas nossas crises menstruais porque atenção, se o rapaz for atencioso e gostar mesmo da pessoa com quem está, a primeira coisa que ele vai fazer é ser querido, meigo, lindo e fofinho, mas se nós não mudarmos nada a nossa atitude com a deles, então garanto que o mais provável é eles não o serem na segunda vez e ficam irritados nas próximas horas.

Os homens querem alguém estável e com quem possam estar sempre bem. Eles são despistados e não ligam tanto aos pormonores. As mulheres ligam demasiado aos pormonores e então dramatizam muito mais.

A parte mais difícil de me habituar a uma relação, foi precisamente porque eu sempre fui um bocado dramática e ao início não compreendia o porquê de ele ficar irritado com certas atitudes minhas ou humores meus. Depois de várias discussões e de começar a olhar para o lado, percebi que os homens não são em nada iguais às mulheres por isso as nossas atitudes nunca serão idênticas em situações semelhantes.

Os homens que nos amam são sem dúvida os nossos melhores amigos, mas têm pouca paciência. Além disso eles não sofrem de TPM, não sabem o que é estar mal de humor sem motivo aparente. 

Por isso meninas, não fiquem tristes se eles não tiverem muita paciência durante o vosso período melodramático pois enquanto que as mulheres têm aquele sentido materno apurado, do lutar e escavar buracos para que o vosso menino fique bem rápido. Os homens têm aquele carinho e aquele sentido de humor que vos vai tentar pôr bem, se eles não conseguirem alterar a vossa disposição à primeira, possivelmente não lhes vai apetecer ficar agarrados a vocês com carinhos como vocês provavelmente ficariam. Até porque sejamos sinceros, muitas vezes as mulheres estão tristes/moles por nada, é simplesmente aquela altura do mês. E às vezes também somos lixadas.

O melhor mesmo é procurarem uma amiga quando estão naquela altura, e não se trata de não confiarem neles, simplesmente não vale a pena eles tentarem perceber coisas que nem nós percebemos. E as gajas ao menos entendem-se mutuamente.

abraço.

Derretes-me nesse abraço onde o teu coração se desfaz no meu. E é aí onde tudo começa. Onde tudo começou naquela estação de comboios onde são tantas as vezes que me encontras quanto as que me vês partir. É com esse abraço que me recebes e com esse que te despedes de mim, como é hábito. E como é hábito, embacio o vidro e desenho um coração enquanto te vejo andar à medida que o comboio avança para que não percas o meu sorriso. Até que ele se desfaz no horizonte e aí, ligas-me num tempo quase record e enterneces-me com um "Amo-te tanto...". Eu sei, acabaste de mostrá-lo. Tal como mostras sempre.

Eu sei que o meu sorriso é o abraço que te derrete o coração, e embora eu não tenha tanta força quanto tu para tirar-te os pés do chão, eu sei que te faço voar. Que te levo a lugares onde tu nunca viajas-te, que te mostro coisas que tu nunca conheces-te e que te dou coisas que tu não imaginavas existir. E o incrível é que tudo isto eu descobri contigo.

"Contigo os lugares são mais bonitos." - dizes. Um dia eu disse-te que o amor fazia parecer tudo mais bonito, a Vida.

Às vezes olho-te e reparo como me sabes de cor. Todos os meus movimentos, o jeito do meu cabelo, cada poro do meu corpo, toda a intenção de cada olhar e como eterna romântica que sou, conheço todos os truques que usas para arrancar-me uma frase linda e espontânea que tão bem sabes que tão bem faço.

A única coisa que te desconheço, é até onde pode ir a capacidade que tens para me apaixonar a cada amanhecer.

E tal como não sabemos até onde pode chegar o nosso amor.

Muitas as vezes dizes que me amas até ao infinito. Eu sei que isso é muito. Tal como me mostras em cada abraço que me ofereces.

E a ideia de não ter fim agrada-me. 

eu serei sempre eu, mesmo quando deixar de o ser.

Já me deitaram ao chão e prolongaram a queda com humilhações e também já me pisaram sem saberem que o peso dos seus atos me causaria crateras no peito durante muito tempo - talvez eternas, até.

Com ajuda ou não, jurei levantar-me sempre, e no dia onde achei não haver mais onde ferir, enganei-me. Porque a verdade é que em corações grandes há sempre espaço para ferir uma e outra vez. E quando me apercebi disso mudei de estratégia. Não me tornei igual a eles, mas libertei-me. Tomei posse da minha identidade e não voltei a ter medo de me expor. De expor a minha posição, a minha opinião, a minha imagem. Comecei a dar um valor incrível à minha intimidade, porque sei que ao expô-la fico a um passo de perder a minha integridade. 

As crateras que me abriram só serviram para se tornarem num vulcão em erupção quando necessário. E aprendi que todos têm telhados de vidro, e eu não me importo de atirar a primeira pedra a quem merece.

Isto ensinou-me a não ter medo de enfrentar ninguém e a lutar sempre por aquilo que acho ser correto, nem que seja preciso ir contra muita coisa. Persistência sempre foi uma das palavras que melhor me definiu e garanto que a maioria das coisas que eu tenho, foi devido a persistir e a lutar por elas, a nunca dar nada como perdido nem pensar no ato de desistir.

Contudo, continuo a ser o maior poço de imperfeições que conheço, e continuo a errar tanto... É como se eu tivesse um ímam a empurrar-me para o erro. Ou então, apenas tenha um tradutor rápido e repetido da cabeça para o coração, que repita sem fim o que de errado fiz só para que fique na angústia que me trás a consciência pesada.

Depois torno-me em tudo o que nunca quis ser, digo o que nunca pensei dizer e ainda faço o que nunca pensei fazer. E faço-o propositadamente porque essa pessoa me magoou. E eu quero que ela sinta que me desiludiu. E neste querer, acabo por desiludir também.

A surpresa só vem no fim, quando essas pessoas batem à porta do meu coração e me perguntam onde estou. "Desiludiste-me porra." - E nesse momento eu percebo que desilusão não é nenhuma dívida, por isso não se pode pagar com a mesma moeda.

Depois volto atrás e penso que.. talvez em toda aquela selva sintética cheia de pessoas que quero ver longe, hajam pessoas que gostam realmente de mim. Pessoas que consigam ver que eu não ando a ser eu. Pessoas que se dêem trabalho de me puxar para um canto e dizer "Desiludiste-me porra.". Alguém que diga que perco a razão na mesma altura em que me apercebo que a tenho. E afinal, são estas as pessoas que devemos tratar bem.

Ando a negar a minha essência, mas a verdade, é que eu serei sempre eu mesmo quando deixar de sê-lo. 

Obrigada a quem me traz de volta.

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