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mesmo sítio de sempre.

mesmo sítio de sempre.

coisas que não gosto #1

Pessoas que se estão sempre a queixar. Irritam-se profundamente. Uma coisa é de vez em quando, mas sempre? Nah. Ou é porque está frio, ou porque está sol, ou porque é dia de escola, ou porque o feriado é ao sábado, ou porque tem exames, ou porque tem de ir trabalhar, ou porque tem de fazer o jantar. Confesso que já me queixei bem mais, atualmente, é raro alguém me ouvir queixar. O que tenho a fazer faço. Com ou sem vontade faço. Também tenho centenas de coisas que detesto para fazer mas tenho mais ainda das que gosto. Também curtia que a vida fosse um mar de rosas.  E acho que mesmo que a vida fosse isso, havia quem se queixasse de ser tão perfumada.

coisas, das nossas.

- Amor fechei o carro??

Respondo sempre com um sorriso, porque sei que não há vez nenhuma em que esta pergunta não apareça. Umas vezes estamos só a 10 passos do carro, outras vezes já longe, e outras já estamos dentro do restaurante.

- Fechas-te amor, não precisas de ir. - digo sempre.

- Amor mas viste-me mesmo a fechar?

- Não, mas tenho a certeza que fechas-te.

- Mas vamos só confirmar....

Até hoje sempre encontrá-mos o carro fechado.

- Amor, lembra-te, o carro está fechado.

Está sempre. Mas são coisas nossas já.

sonho.

Meto páginas em branco à minha frente e espero. Espero que as palavras ganhem formas de ser e me obriguem a dropá-las nos pedaços de papel. Eu já nem peço que seja em prosa nem em verso, eu só quero que as palavras saiam. 

A minha mãe diz que escrevo muito bem e que não devia desperdiçar o talento que tenho. Mas ela nunca viu muitos dos meus melhores feitos. Nem nenhum de vocês.
A minha professora de português diz: Fizes-te o melhor teste de Fernando Pessoa que eu já vi. Eu sei que ela já viu muitos. E eu gostava de ter feito os melhores testes de cada matéria que ela já viu. 

A minha stora de inglês diz que o meu trabalho está muito romantizado. Nunca percebi se isso é uma crítica negativa ou não, mas respondi-lhe com um sorriso: É mesmo assim que eu sou. "Eu sei." - respondeu ela.

Um dia gostava de levar até às pessoas aquilo que eu sou e o que penso. Gostava que alguém se revisse nas minhas palavras, gostava que alguém refletisse com elas e gostava que alguém se emocionasse. Mas não assim. Talvez essa seja a razão de eu já ter tido dezenas de blogs. Isto nunca me satisfaz o suficiente. E nunca me interessou saber se há 1, 10 ou 100 pessoas a ler-me. Porque eu não as posso ver.

Mais do que escrever, eu quero levar às pessoas. Quero ver a reação delas. E quero poder ouvi-las no final.
Há quem diga que falo bem em público e que parece que me sinto à vontade. Isso é porque é aí que estou precisamente onde gosto de estar.

O meu irmão leva a sua música ao mundo. O meu sonho é levar as palavras. Em forma de música ou não, eu sei que elas sempre serão melodia para alguém.

inspiração #2

Ontem fui ver a Capicua ao Lux em Lisboa. Eu já vi Capicua ao vivo vezes sem conta mas é incrível como gosto sempre tanto e me divirto sempre tanto.

Ontem, especialmente, estava completamente fora de mim. Houve concertos dela que me tocaram profundamente talvez pela fase da minha vida por que estava a passar, e nos concertos dela encontrava, nesses momentos, muita inspiração e força para continuar. Toda a gente que me conhece sabe que eu gosto muito dela mas quase ninguém sabe porquê. Eu só acho que ela consegue exprimir na perfeição aquilo que eu sinto e mais, aquilo que eu sou. E eu não consigo gostar tanto de músicas de nenhum artista ou banda como gosto das dela. As músicas dela conseguem-me mesmo tocar no fundo de mim. E foi a ouvir Capicua que eu passei os melhores e os piores momentos da minha vida, foi a ouvir Capicua que eu cresci muito, foi a ouvir as músicas dela que eu consegui expor a minha identidade e foi com as músicas dela que encontrei muitas respostas e também muitas perguntas.

Ontem não foi um daqueles concertos em que me tenha emocionado e onde me apetecesse sair de lá a chorar, porque neste momento me encontro numa fase ótima. Mas foi, sem dúvida o concerto em que mais curti, onde mais me soltei. Eu fui sozinha, como vou a 90% dos concertos de hip-hop. Para mim já é um hábito e não me importo nada por isso. Acho que não houve 1 minuto desde que ela entrou até que ela saiu que eu não tenha tido as mãos no ar, como num verdadeiro concerto de hip-hop. Cantei muito, saltei muito, gritei muito, mas sobretudo diverti-me como há muito. Porque durante aquela hora e meia não se quer saber de ninguém nem se estou a fazer figuras ridículas com o meu estado de êxtase, nem sequer penso nisso no momento. Só deixo que a música leve a minha alma e o meu corpo. E sai-se de lá renovado, os concertos de hip-hop sempre funcionaram como uma espécie de terapia. Resulta sempre. É sempre aquilo que eu estou a precisar, seja em que momento for.

Só espero que ela venha cá brevemente. Há uns anos atrás havia pouca gente que conhecia Capicua, nessa altura eu já ia aos concertos. Quando saiu a Vayorken a carreira dela deu um salto gigante, e hoje, já muuuuita gente a conhece. É bom de ver essa evolução. O meu desejo é que, como muitos artistas o fizeram, não me desiluda.
#agentediverteseimense.

efeitos secundários.

Tenho andado a tomar comprimidos para um problema que tenho tido. O pior é que parece que estou pior pelos efeitos que eles me causam. Nestes dias o meu corpo tem andado a levar com coisas que até lhe podem fazer bem a alguma coisa, mas fazem mal a outras. Tenho tido dores de estômago tão fortes que desconhecia existirem. Má disposição e ontem acordei a meio da noite confusa, nem sabia onde estava. Ainda vou ter de fazer esta medicação mais 1 semana e meia e sinto o corpo cansado e doente por culpa dos comprimidos. Para juntar a isso, tenho um comprimido para tomar ao deitar, a médica disse que era forte e iria dar-me sono. Agora ia tomar isso mas enganei-me na embalagem. Tomei um comprimido do meu pai, que ele usa para baixar o colestrol. Perfeito. Não faço ideia como é que o meu corpo vai reagir a esse comprimido, mas enfim. Não há-de ser nada.

já está!

12 dias e 30 fichas técnicas depois, posso dizer que sou uma pessoa mais tranquila.

Há 12 dias atrás soube que a PAP era para entregar dia 10 de Abril, na minha cabeça (e na de todos) pensei que fosse só para finais Maio. Pensei que tinha tempo. Mas não.

Fiquei em choque quando soube, mas fiz uma maratona de fichas técnicas e consegui fazer 30 em menos tempo do que pensei. À partida a parte técnica já está todinha feita. Falta só os últimos acabamentos da parte escrita. Um ano inteiro a trabalhar nisto e está finalmente a chegar ao fim. Estou orgulhosa de mim. Ainda tenho uma longa jornada até às férias de Verão, muito trabalho e empenho mas a pouco e pouco vou riscando tarefas da lista.

Ando a reparar que estou mais focada em mim e isso tem sabido bem. Para quê me preocupar com x ou y, só me gasta energia e já tive mais do que provas que não leva a lado nenhum. Sempre lutei pela justiça e custa-me não o fazer, mas sinto-me cansada de dispender energias na luta. Só quero terminar isto, mas quero terminar bem, com uma boa nota, de cabeça-erguida e com a sensação que não só fiz o que me competia, como dei o que tinha. 

Se há um mês alguém me dissesse que conseguiria fazer 30 fichas técnicas em 12 dias, ainda por cima em férias, não sei se acreditava. Foi tempo que perdi das minhas férias, mas em estando feito, melhor.

Está quase!! E agora já vou embalada...

das discussões.

O que é que me acontece quando discuto com o meu namorado?????????????!

Diarreia.

Não sei se acontece isto a mais alguém, mas os meus intestinos dão 500 voltas quando discuto com o meu namorado, não sei se dos nervos, se da ansiadade, mas isto fica muito mau. Como se já não bastasse o mau que é discutir.

Podem imaginar onde vou passar esta noite.

O que vale é que isto não acontece muitas vezes. E se Deus quiser tudo ficará bem.

o último voo.

As notícias durante toda esta semana focaram-se no último voo que se despenhou, nos Alpes franceses. Um dia depois o meu irmão foi para Itália e o meu coração já bombeava mais depressa. Para o meu irmão, que já foi a vários países da Europa, já andou pela América do Norte e pela América Latina, uma viagem até Milão não é nada. Mas no ar nada se controla.

Andei duas vezes de avião e detestei. É um sítio desconfortável e claustrofóbico. Onde não existe hipótese de sair na próxima paragem. Uma viagem que para estes, e para tantos outros no passado, se demonstrou sem regresso.

O mais incrível de toda esta loucura de se perder 150 pessoas, reside no facto de esta loucura ter sido um plano de alguém. Acidentes acontecem e há vezes em que ninguém os pode evitar ou prever, mas como é possível uma pessoa querer ficar na história de um atentado à humanidade? De forma tão abrupta, tão penosa, tão cruel, tão desumana.

Hoje saiu a notícia de que existe um vídeo em que se consegue ver o pânico instalado momentos antes do embate do avião da companhia Alemã. Ainda não o lançaram ao mundo e eu por amor de Deus, espero que não o façam. Espero que destruam o vídeo e poupem as famílias e o mundo inteiro de vê-lo. Quem já o viu, conta que é absolutamente incrível o pânico e o desespero que se sentiu. Como não seria?! Como é possível alguém dar a mísera oportunidade a um ser humano de assistir ao seu próprio fim. Ao fim de tudo. Como se a morte já não bastasse por si só. 

Eu penso nisto. Penso se fosse eu a lá estar, e se serei eu algum dia a lá estar. Às vezes penso se no meio daquele desespero, daquela cólera, no meio de todo aquele fim as pessoas em algum momento pensaram que teriam hipótese de sobreviver, ou se facto, em algum momento o ser humano perde de uma forma plena e completa a esperança na vida. Será que ele perde a capacidade de pensar no depois? Será que quem filmou o vídeo estava a pensar em mais tarde, postá-lo no seu próprio facebook? Ou estava completamente convencido com a sua morte.

O que é certo é que nunca se sabe. Porque só seria possível saber com o regresso dos que não voltam.

É no distúrbio de uma pessoa que se perdem 150. E para quem cá fica, fica o vazio para o resto da vida. Porque é uma dor que não tem por onde se pegar. Não há justiça possível. Não há culpados a apurar porque o único culpado que existe, teve precisamente o mesmo fim que todos os outros. Morreu e não volta. Então só há essa dor insuportável. E uma raiva inexplicável por quem cometeu tudo isto deliberadamente e que nunca poderá ser punido - pelo menos nesta vida. É por isto que a fé tem de exitir. Para ajudar a lidar com a finitude. Para ajudar para que quem cá fique, encontre alguma paz numa crença.

Este foi o último voo de regresso dos que não voltam. Dos que viram o vácuo, o negro, o fim, ainda antes dele chegar. 

Sem palavras.

a pouco e pouco

Vou dando por terminada algumas etapas. O trabalho em si que tenho para fazer, não me cativa e por isso nao me motiva, mas estou focada em terminar isto o mais rápido possível, e é esse foco que me empurra para fazer as coisas. Não tenho pensado nada no quão é chato tudo isto, porque pensar isso não ajuda, pelo contrário, por isso, tenho só mesmo pensado em fazer as coisas e tenho-as feito. 

A semana passada, descobri que a PAP é para entregar dia 10 de Abril. Foi uma enorme surpresa porque não estava de todo à espera. Pensei que fosse só para o final de Maio mas parece que não. O que aconteceu foi que, pensei que tivesse o dobro do tempo para fazer tudo, e quando descobri que não entrei em choque.

A verdade é que o destino até faz as coisas bem. Estas férias tive de tirar um dia para ir repor horas à escola, e se eu não tivesse lá ido nesse dia eu ainda hoje não sabia que a PAP era para entregar dia 10. Ainda bem que faltei e ainda bem que tive de ir repor horas. E ainda bem que a pessoa que me disse estava lá na escola nesse dia (que por acaso também foi o único dia em que ela la foi).

Depois do choque de ter milhentas coisas para fazer em 2 semanas, comecei logo a reagir e a trabalhar naquilo que me falta. A verdade é que ando a perder muito tempo das minhas férias a fazer coisas da escola e ainda tenho tido bastantas aulas de Filosofia o que ainda me tira mais tempo de lazer, mas, neste momento, nem sequer penso nesse tempo que perco porque no fundo, estou a dispendê-lo em algo que, mesmo não sendo aquilo que eu gosto, é útil para terminar este ano e o secundário com alguma distinção.

O ano passado nesta altura, estava a estagiar num dos sítios piores por onde já passei. Só o facto de pensar nisso me anima. Eu não sei se o estágio deste ano vai ser melhor, mas sei já de antemão que será quase impossível ser pior. Primeiro, porque foi longe de casa e tive de partilhar a casa com mais uns quantos colegas, o que este ano não vai acontecer porque os exames são em altura de estágio e tenho de ficar em algum hotel que me possibilite viver em casa. Segundo, porque a experiência que tive o ano passado fez-me crescer em certos aspetos e possivelmente a minha atitude em certos momentos seria diferente e provavelmente não haveria tanta coisa a deitar-me abaixo. E terceiro, porque é menos tempo. E ser menos tempo já é uma ajuda preciosa.

O estágio do ano passado ensinou-me que não foi para isto que eu nasci. Que cozinhar é engraçado mas o mundo da restauração é completamente o inverso daquilo que eu sou. Ensinou-me a não desejar o topo. Eu tive num resort de 5 estrelas, numa das maiores empresas hoteleiras do mundo e lá dentro, fizeram-se sentir um verdadeiro lixo. É incrível terem-me dado a oportunidade de, com 19 anos, ter este nome no meu currículo. Talvez muitos invejem tê-lo. Mas acreditem ou não, eu passei por muito para consegui-lo. Detestei tanto que esta nota e este nome nem chega a ser orgulho. Detestei tanto que se voltasse atrás e soubesse o que hoje sei, cedia o meu lugar a outro e estagiava num restaurante ou hotel qualquer que ninguém conhece.

Detestei tanto, mas em nenhum momento pensei em desistir. Hoje, quando olho para trás penso: "Como é que eu não desisti? Como é que eu não mandei aquela gente toda à merda?" O meu namorado diz que sou a pessoa mais persistente que ele conhece. Que sou capaz de não desistir mesmo quando sei que as coisas não valem a pena. A questão é que eu nunca sei se valem ou não a pena até chegar ao final delas. E a nossa relação é a maior prova disso.

Normalmente não há nada que me aconteça que eu não consiga transformá-lo em positivo. Porque tudo é experiência de vida que indiretamente me servirá no futuro. O estágio foi talvez, a única coisa na vida em que as coisas negativas não compensaram o pouco positivo que me trouxe. É por isso que eu a marco como uma situação má. Porque além de ter sido duro de passar, foi duro de ultrapassar e hoje, um ano depois de tudo, é muito pouco os ensinamentos positivos que retiro. Mas já passou.

Felizmente, um ano depois, estou com objetivos completamente diferentes e apesar de ter muito que fazer, ando por aqui feliz. A cada passo fico mais perto, e quando fico mais perto sinto que a missão está a ser cumprida. Estes meses vão ser muito cansativos. O final da PAP, o novo estágio e a correria para os exames. Não me sinto nervosa nem ansiosa. Só quero dar um passo de cada vez. Eu acredito em mim e sei que consigo. Se não conseguir à primeira, consigo à segunda. Mas sei que tenho tudo para consegui-lo agora. É tudo uma questão de empenho. E a pouco e pouuco vou cumprindo a missão, sem saber ainda ao certo, qual é.

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