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mesmo sítio de sempre.

mesmo sítio de sempre.

Que 2016 seja...

... Calmo. É estranho, e deve ser a primeira vez que não peço um ano incrível, mas a verdade é que todos os anos - toda a minha vida - tem sido incrível. Digo isto com convicção, firme de tudo o que tenho, de tudo o que sou e do que me deixam ser. Tenho 19 anos e tenha a consciência plena de que sou feliz. Faço o que gosto. Vivo para o que amo. E é incrível quando escolhemos viver do que gostamos, do que nos faz sentir. Este ano não foi o meu annus mirabilis, mas foi um ano repleto de aventuras e tenho pena - muita - dos ciclos que fui fechando ao longo de 2015. Um dos pontos mais altos do meu ano foi sem dúvida o dia em que apresentei o meu projecto de final de curso, esse foi um dos dias mais importantes na minha vida. Porque superei-me, porque trabalhei imenso para aquilo, porque essa fase de construção me trouxe situações que me levaram a viver no limite do meu raciocínio, do meu bom-senso e porque consegui. Consegui que as coisas tivessem corrido perfeitas, melhor do que eu as idealizei - o que é raríssimo acontecer. Este ano recebi também o melhor elogio que alguma vez alguém me dirigiu, por parte de alguém que respeito muito e que guardarei no meu coração até este mo permitir. Senti-me muito amada este ano, mas sobretudo senti-me muito respeitada por quase todos os que me rodearam. Atravessei um período de indecisão depois dos exames nacionais e depois senti-me super feliz com a decisão que tomei. Entrei na faculdade. Adorei as aulas. Detestei o resto inerente a ela. Tive notas boas, algumas fabulosas e uma absolutamente medíocre. Chorei por ter tido 3,5 num teste e a minha mãe ensinou-me que isso não representa absolutamente nada daquilo que eu sou. Este ano comi muito sushi. Comi sushi todas as semanas do ano de 2015. Na maioria delas comi 2 vezes por semana, havendo algumas em que tenha comido apenas 1 e outras em que comi 3 vezes. Vi Capicua ao vivo algumas vezes. Sou muito feliz a ouvi-la. Vi alguns concertos, ouvi muita música, músicas que preenchem o nosso coração, a nossa alma, os nossos dias. Vi o Benfica bicampeão, e depois vi passá-lo de bestial a besta. Amei este clube, em 2015, mais do que amei em qualquer outro ano; fiz do estádio da Luz a minha segunda casa; fiz dos benfiquistas a minha segunda família. Sorri muito, chorei muito, gritei mais ainda mas sobretudo senti. E é por isso que tanto amo fazer e acompanhar aquilo que me faz feliz: porque me emociono, porque me faz sentir. Este ano senti que tenho amigos fantásticos e uma família... Que é impossível de verbalizar. Aprendi Latim e li muito. Muito mais que no ano passado ou outros anos! Tive uma semana incrível no Algarve, andei muito de mota, alguns dias inesquecíveis e outros que me esforcei para esquecer. Foi um ano de muitas dúvidas relativas à minha relação com o L. e tenho esperanças que 2016 me traga as respostas que tanto procuro. Foi um ano mau para nós, mas está um novo ano à porta e muita vontade em reverter a situação. Este ano estagiei num hotel que me recebeu muito bem, onde aprendi muito e me ofereceu uma proposta de trabalho que recusei. A cozinha não é para mim. Este ano fiz tanta coisa que é impossível resumi-lo num texto. Mas foi um ano muito feliz, como de resto têm sido os outros; e não me queixo. Desejo que 2016 me traga calma, porque preciso dela para viver harmoniosamente. As minhas emoções tendem a tomar controlo sobre mim e bem sei que não deviam. Para vós, desejo-vos o melhor que possa existir. E experimentem praticar aquilo que amam. Não imaginam no quão maravilhosa a vida se torna, com todas as suas peripécias, com todos os seus altos e baixos. 2015 foi um dos anos em que mais aprendi, aprendi tanto em tantas coisas. Mas o melhor de tudo, foi que aprendi que amo viver. E quando aprendi isso, nunca mais quis fazer outra coisa: apenas aquilo que me faz viver. Bom ano.

primeira vez

Na claque do Benfica. Foi ontem!

Eu, que detesto confusões e que jamais me imaginaria na confusão da claque, decidi experimentar.

Sei que o meu pai não acha piada nenhuma a isso, nem ele nem as pessoas que costumam vir comigo à bola, por isso aproveitei ontem que ia sozinha para comprar o bilhete para a claque.

Tenho a dizer que a-do-reei!

O jogo foi fraquito, com a equipa a jogar mal, mas foi talvez dos jogos mais divertidos que fui ver (e eu já fui a muitos!).

Eu apesar de detestar confusões, se há coisa que eu amo é cantar as músicas da claque, por isso, juntei o útil ao agradável e fui para a claqe num dia em que, para além de não estar muita gente, era um jogo tranquilo por não contar para grandes decisões.

Cantei todas as músicas do primeiro ao último minuto, e foi incrível. Mesmo a equipa não estando a jogar nada nós não parámos de apoiar, de gritar por eles.

Quando foi o golo, as pessoas enpurravam-se umas às outras, ao meu lado estava um grupo grande com 5 rapazes (entre os 25 e os 30 anos) e duas crianças, e quando foi o golo todos vieram abraçar-me e cumprimentar-me como se fizesse parte da família deles.

E  de facto faço.

Aquilo que amo em ir ao estádio, aquilo que me faz ir jogo após jogo é a incrível emoção que sentes em estar ali com milhares e milhares de pessoas que tu não conheces de lado nenhum, mas que partilham de um amor comum: o Benfica. E isso é suficiente para amares toda aquela gente também.

 

Volta.

Desejaste-me um feliz natal sincero, seguramente o mais sincero que já proferiste até hoje. É incrível poder observar que é quando as pessoas não podem ter certas coisas que mais as desejam para os outros, como se o facto dos outros terem aquilo que eles não vão ter, de certa forma, apaziguasse a dor que sentem. Este foi sem dúvida um natal especial, não pela família estar presente, como está sempre, mas porque foi neste natal que se consolidou o sonho da vida dos meus pais. Poder vê-los felizes, radiantes por estarem precisamente onde desejavam estar foi o maior conforto que senti, não só neste natal como também neste ano. Apesar disso, não posso dizer que foi o natal mais feliz que já tive, não foi porque no meu pensamento aparecias sempre tu. Na semana passada pude sentir a tua voz balbuciante, triste e cansada quando dizias: que saudades. Faz dois anos e meio que foste, faz dois anos e meio que não vês Lisboa nem o sítio que nos viu crescer. Pediste-nos para ficarmos contigo a falar até às quatro da manhã, já que a essa hora tinhas de ir para o trabalho e preferias estar connosco o maior tempo possível e ires para o trabalho de direta. Quando disseste isso, senti que aquele miúdo parvo, que só dizia parvoíces e achava que a vida ia ser simples para sempre já não existia mais. A vida moldou-te, obrigou-te a crescer, tirou-te a ingenuidade que eu própria ainda sinto ter. E depois penso que só tens 20 anos, que é injusto tudo o que te estão a fazer, é injusta a tua família. É injusto passares o natal sozinho, triste. Não por não teres qualquer prenda por abrir, mas por não teres uma única pessoa com quem partilhar esse dia, ou essa noite. Disseste que estavas a tentar organizar tudo para voltares o mais depressa possível, mas o dinheiro que se ganha em Inglaterra não é assim tanto face às contas que tens de pagar e cá, sem garantias de trabalho seria complicado construir uma vida. O incrível é que o dinheiro, os ténis, os jogos, os telemóveis, as motas já não importam absolutamente nada. Tu queres voltar por nós. Unicamente por nós. Porque a vida não faz sentido sem família, a vida é escura, sombria, pobre sem família. E a tua família somos nós. Ano após ano. Dia após dia. Sei que o rapaz que partiu para Inglaterra à dois anos e meio atrás em parte já não existe mais. Sei que nessa altura que partiste estávamos chateados, não nos falávamos à meses, mas a distância voltou a juntar nos e mostrou nos aquilo que realmente importa. E apesar de não seres em parte aquele rapaz que outrora conheci, sei tão bem que a tua essência continua a ser feita da mesma matéria. Volta meu amigo. A distância mata-me por saber que não estás feliz. Vou acabar a carta o mais depressa que conseguir. Quero ser eu a ir buscarte ao aeroporto. Porque se à dois anos e meio, quando entraste no avião não sabias para o que ias, agora sabes precisamente o que te espera: a tua família. Nada é mais reconfortante que isso.

início do fim.

Já tenho para aí uns mil rascunhos só de hoje. Não tenho feito mais nada além de tentar desviar os meus pensamentos para outras coisas. Mas eles acabam sempre por me trair.

Hoje foi um dia duro. Por tudo aquilo que ouvi.

A minha relação com o L está presa por um fio. 

Se por um lado existe uma voz que me diz vai. Existe outra que me diz fica.

Ele perde tempo inútil a culpar-me por todos os estilhaços da nossa relação. Grita, atira-me coisas à cara, diz que não faço o que me pede, diz que não sou como me quer. E eu concordo.

Nunca serei. Já não o sei ser. 

Quando olho para aquelas fotografias de há um ano e meio a trás sinto saudade daquele olhar que eu nunca mais encontrei. Sinto saudade do que fomos; tantas.

Mas sei que não mais o podemos ser.

Isto é uma doença e lembra-te, eu sou hipocrondíaca. Irei sempre preferir matar-te a deixar-me morrer em ti. 

Irei sempre preferir curar-me a continuar presa a esta doença. Só o medo me mata. E é precisamente esse medo a causa de ainda estar contigo, depois de tudo o que já tive de digerir.

Acredito mesmo que gostes de mim dessa tua peculiar maneira. Mas não é suficiente. Não andamos na mesma direção.

Sinto que isto é o início do fim. Em parte sinto que queres que vá. Em parte sinto-me a ir. E noutra sinto que já fui.

Dizes-me, pedes-me, gritas-me, quase me obrigas a acabar com isto; mas é difícil. Se fosse fácil tenho a certeza que já o terias feito tu. 

 

Odeio gente mesquinha.

Há pessoas tão mesquinha que me dão vómitos. São nojentas às vezes. Estávamos a ter uma aula no maior anfiteateo da faculdade, que tem filas enormes de cadeiras. Eu estava a 4 cadeiras de uma das pontas. Quando a aula acabou, arrumei as minhas coisas e levantei-me. Como é normal, ia sair pela ponta mais próxima, além de que o outro lado estava com trânsito. Pedi ás duas raparigas da ponta para nos cederem passagem, a mim, às duas pessoas que estavam à minha frente e a quem vinha atrás de mim. As madames não se levantaram, esperamos dois minutoa que arrumassem as coisas mas elas teimavam en não ceder a passagem. Até que disse: podem deixar passar o pessoal sff? E onde a vaca me respondeu: ainda não perceberam que não nos vamos levantar? Existe outra saída. Só não a mandei à merda porque enfim.. Nem sei porquê. Por causa dessa put* perdi o comboio e o próximo está não sei quanto atrasado. Alguém que me explique a atitude de atrasada mental da pessoa em questão, porque não percebo. É uma vaca, da próxima passo-lhe por cima.

uffaa!!

Eu que estava preocupadíssima com os presentes de Natal (por esta altura do ano passado já tinha todos), em 2 dias acabo logo com três problemas.

Não tinha ideias, não tinha inspiração e também não tenho muito dinheiro para gastar em presentes. Masssss às vezes, no meio do stress diário aparecem-nos coisas à frente para a qual nós nunca tínhamos olhado nem sequer pensado na ideia. Isto aconteceu-me 3 vezes entre ontem e hoje. Olhei para o lado e: É isto!!

Já tenho prendas para pôr na árvore de natal!!!! Agora só falta montar a árvore!

Não desesperem, às vezes o presente certo está mesmo ao vosso lado, vocês é que ainda não olharam bem!

descobri que não há sportinguistas.

É verdade isto.

Por curiosidade, fui ao facebook do Sporting e vi umas quantas publicações e comentários.

Aconselho a toda a gente que gosta ou se interessa por futebol a ir ver os primeiros comentários. É incrível.

Os comentários mais votados dos posts são todos, mas todos dirigidos ao Benfica ou aos jogadores do Benfica. Nisto fui espreitar a página do Porto e claro, do Benfica e reparei que tal não acontece. Não há referências aos outros clubes, nem para gozar, nem para deitar a baixo, nem nada. Alguns demonstram o amor perante o Benfica ou o Porto, outros mostram o seu descontentamento, outros deixam mensagens positivas, mas não falam dos outros.

Nisto, só me apeteceu rir e rir muito, porque de facto, deve ser mesmo muito triste apoiar a derrota dos outros ao invés da nossa própria vitória.

Fiquei mais descansada, porque embora meta alguma espécie de nojo os comentários desnecessários que fazem, leva-me a pensar no quão infelizes todos os "sportinguistas" foram em todos estes anos. Quer quando o Benfica era campeão, quer quando o Porto era campeão.

Eu sou daquelas que já viu o Benfica a ganhar ao Porto e ao Sporting no estádio, já vi o Benfica a levar 3 do Sporting este ano no estádio e também já vi o Benfica a dar 4, 5 ou 6 a outros clubes. Nunca precisei de falar dos outros. O meu clube sempre me encheu as medidas e o coração, mesmo quando perdíamos.

Quando estávamos a levar 3 na pá, não parámos de cantar: "Eu amo o Benfica" e os outros - que todos dizem - terem ficado o jogo todo a cantar, é verdade. Mas passaram o jogo a cantar cânticos ofensivos. Correu-lhes bem dessa vez. Mas o ano passado a ganhar 1-0 ao Benfica em casa também gritaram olés e depois acabou por correr mal.

O Sporting em tempos, já foi um clube simpático, com o qual eu até conseguia simpatizar, neste momento está contaminado pela escória que o sustenta. E essa escória de que falo, não é só o Bruno de Carvalho, o Jesus e os dirigentes, são também os próprios adeptos.

Enquanto assim for, o Sporting pode ganhar, mas nunca, nunca será Grande, nunca terá mística, porque lhes falta uma coisa importante demais: Amor.

E é por não haver Amor a esse clube que o que vemos é uma tamanha pequenez por parte dos seus pseudo-simpatizantes, uma tremenda falta de respeito pelos outros e sobretudo uma falsa felicidade quando o seu próprio clube ganha. Sim, é um contentamento mascarado: a felicidade não está na vitória do sporting, mas sim na derrota dos outros.

Eu não gozo com os outros quando o Benfica ganha, porque eu tenho plena noção da grandeza do meu clube e isso seria denegrir o meu clube, colocá-lo a baixo daquilo que ele é na realidade.

É demasiado triste até (admito) para que me possa rir deles.

Amar um clube não é só desfilar na rua com a sua camisola, é principalmente sentir o símbolo preso no peito. É andar lado a lado com ele, cantar por ele, gritar por ele, sorrir com ele, chorar com ele.

Eles nunca sentirão como eu. Porque eles precisam de Amar primeiro.

Como é que se lida com o fracasso?

É uma pergunta à qual eu procuro resposta. Não sei lidar com o meu fracasso, não sei. Não sei lidar com o facto de ter de admitir que fui uma autêntica merda em determinada coisa. O fracasso é tudo aquilo que me leva a desistir das coisas. E acreditem, eu já desisti de muitas. O meu primeiro semestre de faculdade estava a correr bem. Consegui dois 15 e um 17,5. Mas hoje, hoje é o dia em que tenho de enfrantar uma coisa que não sei ultrapassar de nenhuma forma. Tive 3,5 num teste. Jamais imaginei que podesse ser tão mau. Mas foi pior que mau; foi péssimo. Só me apetece chorar e repetir vezes sem conta que sou uma merda, mas acho que nem forças para isso tenho. É horrível sentir que nem para a escola sirvo. É nestes momentos que se destrói um trabalho que demora anos a construir, um trabalho de luta comigo própria, para conseguir ter uma boa auto estima, conseguir pensar que consigo, com trabalho consigo. Mas afinal estava enganada.

primeiro dia de ginásio.

Nunca pensei seguir a moda mas sim, entrei no ginásio.

Hoje fui a uma aula experimental e posso dizer que foi quase horrível.

Horrível porque deu para perceber que estou totalmente enferrujada (embora não fosse novidade) e porque saí de lá com dores que meu Deus!

Os primeiros exercícios foram tranquilos. 15 minutos na passadeira mais 15 numa máquina (que não sei o nome) que é basicamente como se estivessemos a subir escadas.

Quando saí da passadeira senti-me a flutuar no chão, o chão pareciam nuvens em que mal conseguia senti-lo mas parecia ser elástico; foi uma óptima sensação. Até agora não percebi se aquilo eram tonturas, se é normal a sensação depois de estar na passadeira ou se efetivamente saí de lá uns quilos mais magra e o meus pés ainda não estavam totalmente habituados ao novo peso do meu corpo. Embora me pareça pouco provável prefiro pensar na terceira proposta.

Depois disto é que foi pior. O meu PT (sim, tenho um personal trainer (omg, nunca pensei!)) pôs-me numas máquinas horríveis de força onde tinha de levantar pesos. Foi desumano. Levantar aqueles pesos só com a força dos braços deixou-me K.O, este foi o pior exercício de todos e ainda agora me dói muito (imagino amanhã).

Depois ainda tive de levantar os pesos com a força das pernas, abdominais, costas e sei lá mais o quê. Só sei que cada exercício me parecia pior que o outro.

Estavam lá alguns senhores já com uma certa idade no ginásio que se iam rindo das minhas caras de esforço enquanto faziam os seus exercícios com o dobro (ou o triplo) dos pesos metidos e com o dobro da minha intensidade. 

Em parte, foi também isso que me fez querer ficar. Para que daqui a 1 ano seja eu a rir-me (saudavelmente, claro) daqueles que entram ou até mesmo daqueles que já lá estavam antes de mim!!

AH, porque é que o meu primeiro dia foi quase horrível e não só horrível??

Porque à boa moda das novelas o meu PT é bom como o milho, um autêntico pedaço de mau caminho. Uma obra de arte. Deus grego. Sei lá; é tudo.

Lindo, voz doce, alto, musculado (mas não muito, como eu gosto), simpático, querido e tudo isso e mais, só é pena ter-me deixado num oito.

Até posso ouvir a sua voz repetida no meu ouvido a dizer o meu nome. Razão nº 2 para eu ter-me iscrevido.

Nossa.

Inicialmente só queria entrar no ginásio para me manter ativa, sinto que estou muito enferrujada e acho que seria bom para mim e para a minha saúde que mantivesse algum ritmo na atividade física. Nem sequer é com o objetivo de emagrecer, porque nem estou descontente com o meu corpo.

Mas bem, ver aquele doce do céu 2 vezes por semana vai-me servir de incentivo. Oh se vai!

nós próprios

Desde o verão que ando a dizer que a minha relação com o L já teve melhores dias e na verdade, ultimamente tenho dito isto todos os dias com mais convicção. Como se cada dia piorasse, como se a nossa relação, de facto, estivesse melhor ontem que hoje, todos os dias.

Pouco ou nada falámos esta semana, trocamos algumas mensagens e na quarta-feira ele ligou-me para falar-mos um pouco. Nesse momento percebi que mais vale não falarmos, porque aqueles 5 minutos em que estivemos ao telefone foi a pior altura do meu dia, talvez da semana até. Não discutimos mas até mesmo a falar coisas do dia-a-dia ele me fere com as palavras. Eu queria pensar que ele não faz de prepósito, queria pensar que ele nem se apercebe mas o tom de voz não me deixa pensar assim, o tom de voz dele mudou. E eu já nem consigo decifrá-lo. É como se eu já não conhecesse o meu próprio namorado.

O pior é que eu não sei o que me deixa pior: pensar que a relação chegou ao fim ou pensar que não me sinto a sofrer.

É que é assustador já nem conseguir chorar por uma pensou que marcou a minha vida por completo. Uma pessoa por quem eu sofri, lutei, fui ao fundo e vim muitas vezes e depois uma pessoa que me fez tão feliz como fui ao lado dele.

A rever fotos e textos antigos, não posso deixar de sentir saudades de estar feliz. Amei-o tanto. Perdi-me tanto naqueles olhos. E não consigo deixar de falar no passado. Como se agora eu já não sentisse isso; não sinto.

Ainda não era verão quando ele me levou ao meu lugar preferido. Nunca mais senti tanta paz desde esse dia. Nunca mais me senti tão plena, tão feliz e tão encantada com a vida desde esse dia. Escrevi que o lugar mais bonito do mundo só o era se fosse contemplado com a sua presença; enganei-me. 

Não era ele que fazia o lugar ser lindo, era o amor; esse que já nem sei se sinto.

Talvez eu até nunca mais volte a sentir isso com ninguém mas cada vez estou mais convencida que já não consigo sentir isso com ele.

A semana passada ele disse-me que não suportaria perder-me para alguém. Ainda disse: "perder-te seria mau, mas perder-te para outra pessoa seria muito pior e eu iria aleijar essa pessoa".

Olhei espantada porque nunca pensei ouvi-lo dizer isso. Concluiu: "Não aleijar-te a ti, mas à outra pessoa."

Não sei como hei-de reagir a estas declarações, entreguei-lhe o telefone quando mo pediu desconfiado com quem pudesse andar a falar.

Penso em como é triste não haver mais ninguém. Não existe mais nenhum homem nem nunca existiu. Não foi preciso mais ninguém; nós próprios destruímos aquilo que outrora foi tão bonito. tão nosso.

 

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