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mesmo sítio de sempre.

mesmo sítio de sempre.

Fica, 2017.

Eu gosto sempre de fazer retrospetivas do ano que se está a findar. Já há semanas que ando a escrever e a apagar este texto, 2017 tem uma vida para contar. Todos os anos, no final de cada ano digo “este foi o melhor ano da minha vida!”. Ou tenho memória curta ou realmente os anos se estão sucessivamente a superar. Ou então é estúpido o valor que damos a isto do novo ano, no fundo só voltamos a janeiro, porque tudo permanece igual. Hoje passei o dia a estudar para um teste que tenho dia 5. As coisas ficam exatamente no lugar. Talvez a minha vida seja só feliz, e os anos não importem. Normalmente costumo fazer um resumo dos grandes momentos do ano porque gosto de os relembrar. Li o texto do ano passado e, de facto, tive momentos que não vou esquecer e que recordei, de tempos a tempos, em 2017. Eu dou por mim a pensar que nem gosto tanto assim desta coisa de passar para o ano seguinte, com tudo o que está associado a isso, aquela ideia de renovação, de superação, a expetativa que lhe colocamos. Mas a minha vida tem sido tão boa que eu não me importava que 2016 ou 2017 tivessem durado pra sempre. Só tenho medo que haja um momento que possa quebrar este fluxo de anos ou vida feliz. 2017 foi o melhor ano da minha vida, tal como 2016. Tive momentos que guardarei sempre, outros que não mas que contribuíram de igual forma para que possa afirmar isso. Na verdade eu nem quero 2018, eu estou bem assim, mas já que tem de ser janeiro outra vez só peço que pró ano também não queira 2019, e assim sucessivamente. É a tal ideia de estar tão feliz que parece que aumenta a probabilidade de acontecer algo horrível. Pela primeira vez na vida não sinto necessidade de escrever “os momentos”, “os acontecimentos”, talvez porque muitas coisas estejam ainda a acontecer, ou talvez porque as coisas sejam tão reais que nem faça sentido colocá-las em palavras, talvez as palavras nem fossem suficientes. Há duas semanas tive um acidente de carro e posso afirmar que nunca chorei tanto na minha vida, por momentos pensei que tivesse estragado o meu ano, mas se há coisa mais renovável e transformador que o ano, são os dias. E isso nós podemos fazer sempre, sem datar, sem esperar. E já que 2017 não pode ser pra sempre, espero que algumas das pessoas ue eu conheci este ano sejam, que aquilo que eu alcancei também o seja. E de todos os “como é que eu te posso agradecer?” que eu recebi este ano, que se saiba que a única forma de agradecer é ficar. E de todos os “como é que eu te posso agradecer?” que eu proferi este ano, que eu não me esqueça que só se agradece ficando.

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