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mesmo sítio de sempre.

mesmo sítio de sempre.

mesmo sítio de sempre.

Às vezes penso em apagar este blog, não porque me fartei de escrever mas porque aquilo que é importante ou que me apetece dizer acabo por fazê-lo nas músicas, já. Também cresci no entretanto e já não sinto tanta necessidade de explodir através de palavras para aqui aquilo que me vai acontecendo. 

Estive a ler o que escrevi aqui ao longo dos anos. Ainda continuo a ser impulsiva mas já não tanto.

Às vezes penso em apagar este blog mas isto tem muito do que passei na vida, muitas das conclusões a que cheguei, muito daquilo que sou e, às vezes, tenho pena de já não ser essa pessoa impulsiva que sentia a necessidade de escrever aqui aquilo que sentia. Porque já não posso acompanhar o meu crescimento e relembrar os momentos que passei de forma tão fiel e exata.

Eu tenho um sentimento por isto, porque é uma parte da minha vida e isso faz-me mantê-lo ativo ainda que com pouca atividade. Nem que seja só para dizer que estou viva, bem e feliz. Tenho muito carinho por aquilo que aqui fui escrevendo, mesmo que me arrependa do tanto que me expûs e mesmo que às vezes, ao ler uma ou outra coisa, sinta vergonha por alguma coisa que tenha dito, e mesmo que às vezes nem eu tenha paciência para ler aquilo que escrevi - que aborrecida que era/sou!!

Deste curto 2018 já tenho tanto que guardar, para contar e tanta merda em rascunho que não me vejo a postar. O tempo não para nunca, as metas alcançam-se constantemente e constantemente novas aparecem. E outras merdas que nem são metas, é puro usufruto. Se eu aprendi alguma coisa na vida é a deixar rolar. Tudo dá certo no fim, sempre. O que acaba bem e o que acaba mal também. 

Mas eu às vezes curtia escrever como escrevia aqui. Escrever mais e talvez melhor. E a falta de tempo não é desculpa, nem se trata de motivação. As merdas que eu escrevia aqui eu hoje ligo a uns quantos amigos para contar, ou combino um jantar ou simplesmente deixo-me estar. 

E porque perdi o fim à meada. Porque mais de metade das pessoas que nomeava com uma letra já não estão e para as que agora estão, aqui não escrevi ainda nenhuma palavra. E porque já fiz tanta coisa que não escrevi que não fazia sentido começar agora. E eu estava a dizer que o tempo não para nunca. E que o meu relógio não anda mais depressa que o de ninguém, mas nem por isso deixa de andar depressa.

Também estava a dizer que tenho pena de não escrever tanto neste blog, mas depois passa. Que sempre disse aqui e na vida que queria mudar o mundo onde passava. E durante tanto tempo só queria mas não fiz nada. E agora faço mais do que falava e do que falo. O mundo por onde eu passo, com quem partilho, às vezes, nada mais que espaço. Mas isso já é muito e ainda não o suficiente pra sentir cansaço. 

Mas sem cor-de-rosa. No outro dia estavam a dizer que às vezes me devia esforçar mais, porque uma ação minha pode ter consequências num grupo. Também concordo com isso, mas não se podem confundir as causas. Porque há espaços e espaços e no mesmo sítio de sempre só há espaço para quem sabe que falha.

Também estava a dizer que às vezes penso em apagar este blog, mas depois passa.

Porque sou o mesmo sítio de sempre. 

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