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mesmo sítio de sempre.

mesmo sítio de sempre.

a pouco e pouco

Vou dando por terminada algumas etapas. O trabalho em si que tenho para fazer, não me cativa e por isso nao me motiva, mas estou focada em terminar isto o mais rápido possível, e é esse foco que me empurra para fazer as coisas. Não tenho pensado nada no quão é chato tudo isto, porque pensar isso não ajuda, pelo contrário, por isso, tenho só mesmo pensado em fazer as coisas e tenho-as feito. 

A semana passada, descobri que a PAP é para entregar dia 10 de Abril. Foi uma enorme surpresa porque não estava de todo à espera. Pensei que fosse só para o final de Maio mas parece que não. O que aconteceu foi que, pensei que tivesse o dobro do tempo para fazer tudo, e quando descobri que não entrei em choque.

A verdade é que o destino até faz as coisas bem. Estas férias tive de tirar um dia para ir repor horas à escola, e se eu não tivesse lá ido nesse dia eu ainda hoje não sabia que a PAP era para entregar dia 10. Ainda bem que faltei e ainda bem que tive de ir repor horas. E ainda bem que a pessoa que me disse estava lá na escola nesse dia (que por acaso também foi o único dia em que ela la foi).

Depois do choque de ter milhentas coisas para fazer em 2 semanas, comecei logo a reagir e a trabalhar naquilo que me falta. A verdade é que ando a perder muito tempo das minhas férias a fazer coisas da escola e ainda tenho tido bastantas aulas de Filosofia o que ainda me tira mais tempo de lazer, mas, neste momento, nem sequer penso nesse tempo que perco porque no fundo, estou a dispendê-lo em algo que, mesmo não sendo aquilo que eu gosto, é útil para terminar este ano e o secundário com alguma distinção.

O ano passado nesta altura, estava a estagiar num dos sítios piores por onde já passei. Só o facto de pensar nisso me anima. Eu não sei se o estágio deste ano vai ser melhor, mas sei já de antemão que será quase impossível ser pior. Primeiro, porque foi longe de casa e tive de partilhar a casa com mais uns quantos colegas, o que este ano não vai acontecer porque os exames são em altura de estágio e tenho de ficar em algum hotel que me possibilite viver em casa. Segundo, porque a experiência que tive o ano passado fez-me crescer em certos aspetos e possivelmente a minha atitude em certos momentos seria diferente e provavelmente não haveria tanta coisa a deitar-me abaixo. E terceiro, porque é menos tempo. E ser menos tempo já é uma ajuda preciosa.

O estágio do ano passado ensinou-me que não foi para isto que eu nasci. Que cozinhar é engraçado mas o mundo da restauração é completamente o inverso daquilo que eu sou. Ensinou-me a não desejar o topo. Eu tive num resort de 5 estrelas, numa das maiores empresas hoteleiras do mundo e lá dentro, fizeram-se sentir um verdadeiro lixo. É incrível terem-me dado a oportunidade de, com 19 anos, ter este nome no meu currículo. Talvez muitos invejem tê-lo. Mas acreditem ou não, eu passei por muito para consegui-lo. Detestei tanto que esta nota e este nome nem chega a ser orgulho. Detestei tanto que se voltasse atrás e soubesse o que hoje sei, cedia o meu lugar a outro e estagiava num restaurante ou hotel qualquer que ninguém conhece.

Detestei tanto, mas em nenhum momento pensei em desistir. Hoje, quando olho para trás penso: "Como é que eu não desisti? Como é que eu não mandei aquela gente toda à merda?" O meu namorado diz que sou a pessoa mais persistente que ele conhece. Que sou capaz de não desistir mesmo quando sei que as coisas não valem a pena. A questão é que eu nunca sei se valem ou não a pena até chegar ao final delas. E a nossa relação é a maior prova disso.

Normalmente não há nada que me aconteça que eu não consiga transformá-lo em positivo. Porque tudo é experiência de vida que indiretamente me servirá no futuro. O estágio foi talvez, a única coisa na vida em que as coisas negativas não compensaram o pouco positivo que me trouxe. É por isso que eu a marco como uma situação má. Porque além de ter sido duro de passar, foi duro de ultrapassar e hoje, um ano depois de tudo, é muito pouco os ensinamentos positivos que retiro. Mas já passou.

Felizmente, um ano depois, estou com objetivos completamente diferentes e apesar de ter muito que fazer, ando por aqui feliz. A cada passo fico mais perto, e quando fico mais perto sinto que a missão está a ser cumprida. Estes meses vão ser muito cansativos. O final da PAP, o novo estágio e a correria para os exames. Não me sinto nervosa nem ansiosa. Só quero dar um passo de cada vez. Eu acredito em mim e sei que consigo. Se não conseguir à primeira, consigo à segunda. Mas sei que tenho tudo para consegui-lo agora. É tudo uma questão de empenho. E a pouco e pouuco vou cumprindo a missão, sem saber ainda ao certo, qual é.

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