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mesmo sítio de sempre.

mesmo sítio de sempre.

não sei.

Esta semana tem sido dura. E eu não costumo dizer isto muitas vezes.

A minha relação com o L já teve melhores dias por muito difícil que seja admitir ou dizer isto. O pior de acontecerem coisas más é depois ter de dormir sobre elas. As dúvidas preenchem-me o cérebro e lidar com tudo isto não tem sido fácil. Nem aqui neste espaço me sinto suficientemente à vontade para falar sobre o assunto em questão e essa é a parte mais difícil de todas. Preciso mesmo que alguém me oiça. Preciso de desabar com alguém.

Tenho falado com a R mas não é a mesma coisa. Nunca pensei que fosse tão difícil distanciar-me dela e sei que ela sente o mesmo. Sinto falta da segurança dos braços dela. De saber que aconteça o que acontecer nós estamos lá sempre sem parar de sorrir.

O D está em estágio agora e faz turnos de noite, folgas ao fim-de-semana é complicado e não tem sido possível estar com ele. Ele continua a ser a pessoa que melhor me conhece. Continua a ser a pessoa em quem eu mais confio. Continua a ser a pessoa que adivinha o que se passa e continua a ser a pessoa que mais me ajuda a decidir. E neste momento sinto que preciso mesmo dele.

Eles os dois são das poucas pessoas com quem eu me sinto à vontade para falar de tudo. Quando eu digo tudo é tudo mesmo e custa-me não tê-los neste momento apesar de saber perfeitamente que as nossas vidas não se cruzam muito neste momento. 

De resto o que me tem safado, são as aulas. Enquanto estou nas aulas tento não pensar em mais nada. Tento aprender o máximo que consigo, dedico-me, esforço-me e quando chego a casa, ou estou com os meus pais e irmãos ou estudo.

Continuo a tentar conhecer melhor algumas pessoas na faculdade, porque considero que seria bom criar boas amizades lá mas a verdade é que eu própria não me sinto preparada para conhecer pessoas agora. É estranho mas é como se de algum modo eu sentisse que ainda não é o momento de as deixar entrar.

Tento criar conversas de circunstância, mas parece-me sempre tudo tão falso. Não sinto que esteja a ser eu própria a falar com elas, porque nem sempre quero dizer o que acho, nem o que sinto, nem o que penso. Não por receio mas simplesmente porque muitas vezes não me apetece contrariar pessoas que não conheço assim tão bem. Não me apetece expor-me sequer. Sinto que sou contida com elas.

Há 4 anos atrás quando fui para uma cidade onde não conhecia ninguém foi mais fácil para mim este processo porque sentia necessidade em conhecer outras pessoas, em ter outro tipo de experiências, também para fugir um pouco àquilo que tinha.

Agora não me sinto assim. Sinto que tenho muita coisa na minha vida mal resolvida. E sinto que preciso de um abraço seguro e isso nenhuma dessas pessoas me pode dar.

Às vezes sinto-me como se fosse uma miúda de 15 anos, carente e a precisar que me oiçam. Sei que possivelmente vão sempre haver momentos em que me vou sentir assim. Isto não tem a ver com maturidade, tem haver com ser humana.

E também pelo facto de eu sentir tanto tudo. E precisar de sentir. Eu preciso mesmo de sentir, seja isso bom ou mau. São as emoções e os sentimentos que alimentam por completo a minha vida. E tenho consciência que sou assim.

E é difícil encontrar pessoas que me façam sentir.

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