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mesmo sítio de sempre.

mesmo sítio de sempre.

Palcos.

Este ano tem sido impressionante em vários sentidos. Tenho aquilo que sempre sonhei ter e, mesmo assim, a nível emocional não está a ser dos anos mais fáceis.

Eu tentei nunca expor a minha identidade aqui, porque eu acho que este espaço é especial precisamente porque eu posso dizer tudo aquilo que quero sem ter o receio de me reconhecerem.

Mas penso que já disse que faço música e que tem sido algo pelo qual eu tenho ansiado toda a vida.

O ano passado, depois de muitas lutas interiores, decidi partilhar com o mundo aquilo que faço e aquilo que amo fazer.

Seria imaginável que, um ano depois, eu teria a oportunidade de subir a um palco. Mas já subi e foi exatamente como eu sonhei e como eu gostava que fosse. Mas estaria mais longe ainda de imaginar que um ano e meio depois, eu teria a oportunidade de subir a um palco num dos maiores e mais populares festivais do país. Acho que é muito mais do que eu poderia pensar ou imaginar.

Pouco a pouco o meu sonho vai virando real. Pouco a pouco eu vou acreditando que, de facto, isto está mesmo a acontecer. Sinceramente, é tudo inacreditável, porque a minha vida continua normal. Continuo a escrever os meus pensamentos no meu quarto, a estudar e a aplicar-me na faculdade, a entregar-me às pessoas que eu gosto e de repente estou num palco, diante de pessoas a olhar para mim e a absorver o que digo. Depois desço e há pessoas que me pedem fotos e autógrafos e há pessoas que me referenciam nas suas redes sociais. Há pessoas que me dão os parabéns pelo que faço, pessoas que eu conheço e outras que não conheço. Sinto o orgulho de quem priva comigo e sinto também que há quem faça por se aproximar mais.

Mas afinal isto não está a chegar para eu me sentir a mulher mais feliz do mundo. Nem isto nem todos os detalhes importantes que giram em torno disso que eu não vou falar aqui.

Neste momento, estou num trabalho de verão, onde trabalho horas de mais e descanso pouco. Um trabalho exigente fisicamente, onde não ganho assim tanto nem me pagam horas extra, mas vou sobrevivendo aos dias.

Na verdade não tenho tido muita tranquilidade este ano. Mas estou aí, e as coisas estão a acontecer e eu a vê-las passar. Este ano está a ser incrível, sobretudo porque tem mexido demasiado com as minhas emoções.

Entretanto aprendi o amor. Aprendi mais do que isso, só ainda não aprendi o desamor. Continuamos na distância e voarei até Espanha com o dinheiro que fizer neste verão.

Os palcos fazem-me genuinamente feliz, sobretudo quando o da Vida é partilhado com alguém.

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