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Pílula: sim ou não?!

Tenho 19 anos e, recentemente, surgiu-me a ideia de começar a tomar a pílula. Namoro há um ano e tenho uma relação estável, e portanto, como qualquer rapariga na minha idade (acho eu), comecei a pensar em tomar a pílula. Após essa decisão fui ao médico, o qual me passou exames ao sangue, urina, coração e ovários. A semana passada fiquei feliz ao verificar que estou saudável (para uma hipocondríaca como eu não podem existir melhores notícias) e que posso, finalmente começar a tomar a pílula. Contudo, enquanto espero pela consulta com o médico, tenho aprofundado este tema.

Hoje vi uma notícia que me fez recuar. A namorada de uma pessoa que eu admiro muito, morreu há um ano atrás e ontem, saiu a notícia de que a sua morte poderá estar ligada à pílula que ela tomava. 

A notícia é: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/yasmin/pilula-pode-ter-estado-na-origem-da-morte-de-carolina

Entretanto comecei a ver e ouvir relatos de várias pessoas que não se deram bem. A minha mãe já me havia dito que tomou a pílula durante 1 mês, mas houve um dia que se sentiu extremamente mal e que pensou - inclusive - que iria morrer (e olhem que para a minha mãe dizer isto é preciso muuuuito). Nunca mais tomou nada, e ainda bem (diga-se de passagem) se não o "engano" que se deu não estava neste momento a escrever este texto.

Aprofundei o tema e recolhi que praticamente todas as pílulas têm esse tipo de possíveis efeitos secundários relacionados - problemas cardíacos, coágulos no sangue que podem levar a tromboses venosas, embolias etc.

Isto alarma-me. Em minha casa sempre houve uma preocupação gigante em manter a saúde de todos e desde que nasci que me lembro dos meus pais terem regimes rigorosos em relação àquilo que ingeriamos:

Mc Donald uma vez por ano; sumos só ao fim-de-semana; peixe de 2 em 2 dias; fritos raramente; natas só de soja; óleo só vegetal; cozinhar só com azeite; carnes vermelhas só quando o rei faz anos; evitar coisas congeladas ao máximo; doses mínimas de sal; fiambre só de peru ou frango; nada de manteigas com sal; mudar regularmente de marca de leite e água.. etc etc. Recentemente até construiram a sua horta e andam a apostar na agricultura biológica, porque aqueles legumes que se compram no supermercado são tóxicos - dizem. E eu acredito.

E para juntar a tudo isto, uma coisa importantíssima: comprimidos só em última instância.

Eu sei que a alimentação não tem diretamente nada a ver com a pílula, mas a minha pergunta é: Para uma pessoa saudável, que está habituada desde criança a preocupar-se com a sua saúde - e daí a boa alimentação - será inteligente colocar a minha saúde em risco através de algo que não considero essencial?

É muito mais difícil manter uma boa alimentação sem excessos do que não tomar a pílula. E ter uma boa alimentação, é importante para a minha vida e para a minha saúde, já a pílula não trás benefícios para a saúde, apenas evita problemas naturais. Portanto a ideia de que fico é que, a pílula é uma ideia engraçada, mas a minha saúde é muito mais importante do que qualquer problema que eu possa vir a ter se não a tomar.

Talvez estes pensamentos nem passem pela cabeça da maioria das jovens da minha idade.

Na minha turma, por exemplo, praticamente todas tomam a pílula, algumas começaram com 14, 15 anos e no geral, dizem não ter quaisquer problemas. Mas há quem os tenha. A Carolina tomava a pílula há 2 anos, nunca se tinha sentido mal e morreu. Nem sequer houve hipótese de socorrê-la, pois adormeceu numa noite igual a todas as outras, mas naquela, não mais acordou.

Anualmente há registos por Portugal e pelo mundo de mulheres que morrem ou que têm algum problema grave relacionado com a toma da pílula. Acredito que na generalidade das pessoas a pílula não faça mal, mas o que me leva a pensar que não estou na minoria? E como posso estar certa disso? E impossível prever os efeitos que ela vai causar, a curto, médio ou longo prazo.

Se estava decidido que ia começar a tomar a pílula, agora já não estou tão renitente, e, na verdade.. nem sei bem o que fazer.

Será que o conforto da pílula me tratá problemas desconfortáveis? Por enquanto tomar ou não tomar é uma decisão que devo ponderar. E se decidir tomar, será que, na presença de uma má experiência, terei tempo para voltar a escolher deixar de tomar? 

Eu até posso não vir a ter qualquer tipo de problemas. Mas eu nunca saberei se não tomar.

E a questão é, será que compensa o risco?

Para muitos, a pílula é a resolução de todos os problemas, para mim está a tornar-se um autêntico bicho de sete cabeças.

 

 

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